No último sábado (31/5), um dos grandes nomes do surf baiano, Olímpio Batista, foi homenageado na praça da Amarelina, na praia do Quebra Coco, Amaralina, Salvador (BA).
Olimpinho, como é conhecido, foi lembrado com a construção de um monumento feito pela comunidade do Nordeste de Amaralina, através da Associação de Surf Amaralina (ASA).
A comunidade relembrou com carinho do ídolo e da garra com que enfrentou as barreiras que encontrou.
“Apesar das dificuldades como a falta de equipamento, Olimpinho se impôs. Não tinha prancha, começou de outra forma, surfando de ‘taubinha’ ou então reciclando pranchas velhas, abandonadas pelos seus donos. Desencapava, shepeava e laminava de novo”, relembra Jorge Cerqueira, o salva-vidas da praia.
Numa época em que a rivalidade entre as turmas de bairros era grande, Olimpinho tinha o sorriso e a simpatia como armas.
“Destaco Olimpinho como uma pessoa da comunidade que se introduziu de forma brilhante no cenário do surf baiano”, completa o salva-vidas.
O lendário surfista venceu campeonatos de surf profissional na Bahia, um campeonato de longboard no Hawaii, um Brasileiro de Longboard na praia da Macumba, Rio de Janeiro (RJ), contra aversários como Picuruta Salazar e Amaro Matos, entre outros.
A expectativa dos locais é de que Olimpinho torne-se um símbolo da cultura negra no país. “Queremos que a nossa homenagem não fique apenas no monumento, mas que seja construída aqui a Escola Olimpinho de Surf para as crianças da comunidade”, revela Antônio Bomfim, diretor administrativo da ASA.
A inauguração do monumento contou com o apoio da Prefeitura de Salvador e Secretaria de Esporte.