No alto dos 45 anos de idade e mais de 20 de surf, tanto como praticante quanto profissional especializado, o carioca Flávio Vidigal chega com farta bagagem e conhecimento de causa para integrar o estrelado quadro de colunistas do Waves.Terra.
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Nascido no Rio de Janeiro, há 25 anos Vidigal escolheu Florianópolis (SC) para ser o lar de sua família. Apesar de formado em Educação Física, logo cedo ele decidiu mudar de área e cursou até o quarto ano de Jornalismo na Faculdade Hélio Alonso.
Na comunicação especializada em surf, Vidigal escolheu a fotografia para iniciar a sólida
carreira que culminou com o cargo de Editor de Fotografia da revista Inside, posto que ocupou por 10 anos (de 1987 a 1997).
Depois de emplacar dezenas de capas de revistas no Brasil, França, Espanha e Japão, ele novamente sentiu a necessidade de ampliar os horizontes e partiu para a área de vídeos, onde realizou trabalhos para o filme Billabong Odyssey, foi diretor da H3O Produções e da Water Vídeo.
Com mais de sete vídeos de surf no currículo e viagens para mais de 20 países carimbadas no passaporte, Flávio Vidigal também é mergulhador graduado na Base Naval de Mocanguê, possui curso de Salvamento Marítimo no Salvamar e produziu dois documentários sobre mergulho e história.
O Waves.Terra é uma grande família virtual e é com alegria que o site recebe mais um colaborador de peso, prestígio e experiência no surf brasileiro. Seja muito bem-vindo, Vidigal!
Aos 46 anos, posso dizer que acompanhei bem de perto a transformação do surf no Brasil. Primeiro trabalhando como fotógrafo e editor de fotografia da revista Inside. Depois, na minha produtora fazendo vídeos, documentários e fotos tanto para a área editorial como publicitária.
Nesta nova fase como colunista do Waves, gostaria de retribuir ao esporte tudo que ele me proporcionou. Pensando, criticando e opinando para compartilhar minha experiência com surfistas, jornalistas, fotógrafos, empresários e todos aqueles que hoje vivem e curtem o surf.
Viajar pelo mundo me deu uma farta bagagem de conhecimento, mas posso afirmar que os anos dedicados aos estudos, até a universidade, fizeram e fazem a diferença na minha postura profissional.
Nunca deixei de ser um surfista de alma, que ama a vida ao ar livre, mas nunca deixei de buscar novos conhecimentos, respeitando o que os mais velhos tinham para dizer e também observando as novas abordagens dos mais jovens.
Convivi com muitos surfistas, vi talentos despontarem e morrerem na praia por falta de sabedoria e de como conduzir a carreira e a vida. Qual seria a formula do atleta/surfista para ser bem sucedido?
Penso que aquele que conseguir aliar o talento à inteligência, terá uma grande vantagem tanto dentro como fora da água, negociando patrocínios, planejando o futuro e treinando com afinco e determinação.
Graças aos cursos de Educação Física e Jornalismo, me considero apto a comentar desde o desempenho físico dos atletas, tipos de treinamento adequados, até o papel da mídia no esporte. Claro que não faltarão histórias, algumas engraçadas, outras nem tanto.
Na parte de fotografia e vídeo, estarei aberto para uma constante troca de informações com aqueles que curtem o assunto, sejam amadores ou profissionais.
Acho que o surf hoje trilha dois caminhos que se cruzam e às vezes se misturam. Um contempla a alma do surfista que busca nada mais que a pura satisfação em pegar onda; o outro segue o complexo mercado que se desenvolveu junto ao esporte.
A partir de agora, todos devemos refletir juntos para que as novas gerações cresçam com sabedoria e força para alcançar seus objetivos.
Todos os esportes podem ser instrumentos de formação pessoal, basta boa orientação e dedicação.
Forte abraço!