Odirlei segue na batalha

Em sua segunda temporada no arquipélago tahitiano, o ubatubense Odirlei Coutinho bateu um papo com o fotógrafo e cinegrafista Bruno Lemos sobre a carreira e a expectativa de conquistar uma vaga no WCT.

 

 

Odirlei e Bruno foram ao Tahiti durante a terceira etapa do circuito mundial com a equipe de atletas da Tropical Brasil, para produzir material publicitário e captar imagens para o novo vídeo da marca.

 

Aos 27 anos, Odirlei é três vezes vice-campeão brasileiro e compete profissionalmente há dez anos.

 

No ano passado foi vice-campeão da etapa mais importante do WQS, realizada na França, atrás de Adriano Mineirinho.

 

Atualmente Odirlei ocupa a 67ª posição no ranking (depois de 17 etapas realizadas) que classifica os 15 primeiros colocados no WCT do ano que vem.

 

Na próxima semana ele disputa o Oakley presents Sri Lanken Airlines Pro, etapa do WQS que rola de 8 a 11 de junho nas ilhas Maldivas, e depois volta para o Billabong Costa do Sauípe na Bahia.

Há quanto tempo você compete como profissional e o que tem achado do circuito WQS?

 

Eu me profissionalizei aos 17 anos e foi uma experiência diferente porque todos os pros eram experientes e bons. Tive que me esforçar para chegar ao nível deles. No início competia só no Brasil e algumas etapas do WQS no Nordeste. Depois consegui disputar quase todas as etapas do WQS do ano. Foi uma boa experiência, mas parecia que os hotéis eram a minha casa, ficava meio perdido com isso. Mas, ao mesmo tempo estava evoluindo o meu surf e realizando um velho sonho de competir mundo a fora. Sem dúvidas o WQS é um circuito muito puxado e que exige muito do atleta, não só fisicamente como psicologicamente e financeiramente.

 

Como é sua expectativa para conquistar uma vaga no WCT?

 

Estou me dedicando para isso. Hoje em dia graças ao esforço que fiz nos anos anteriores já entro na rodada dos 96, o que é muito importante, pois se você entra no primeiro round tem que passar umas 10 baterias para chegar até a final. No meu caso são cinco baterias. Quem corre o WQS sabe que  isso faz uma grande diferença. Atualmente estou com um personal trainer, meu grande amigo de Ubatuba Patrick Romann, e estamos desenvolvendo um treinamento específico para mim.

 

Também tenho um manager cuidando dos meus contratos e toda a burocracia, o Rogério Barsantes, que é como um irmão para mim. Fora isso, acho que nunca tive tantas pranchas boas, e isso é fruto de um relacionamento entre surfista e shaper que é muito importante. O Avelino Bastos  tem muito conhecimento nessa área. Meus patrocinadores me dão condições de estar presente em todas as principais etapas do WQS, então acho que agora só preciso melhorar ainda mais a minha técnica de competição e esperar que consiga me classificar ainda esse ano, se essa for a vontade de Deus.
 
Dos lugares que você já surfou, qual foi a onda que mais gostou?

Eu já surfei no Hawaii, Austrália, Indonésia, Tahiti, entre outros, mas o lugar mais marcante foi sem dúvida Teahupoo, no Tahiti, porque exige muita técnica e principalmente coragem.

 

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Como está sendo sua segunda temporada no Tahiti?

 

A primeira vez foi em 99, numa etapa do WQS. Na época tinha pouca experiência, foi aquele ano que o Kobby Aberton ganhou e o mar estava inacreditável e assustador, mas aos poucos  me adaptei com a onda.

 

E agora, depois de sete anos, voltei para fazer uma campanha de fotos e imagens para o vídeo que a Tropical Brasil estará lançando em breve. O lugar é belíssimo e a população é supereducada e com isso eu me sinto em casa.

 

Também vim no intuito de pegar ondas tubulares em Teahupoo, porque sei que se entrar no WCT terei que encará-la de frente. Enquanto estava rolando o campeonato eu treinava em Vairao, uma onda bem manobrável e divertida. Depois surfamos em Teahupoo por três dias e consegui passar três bons tubos por dentro.

 

Onde é mais difícil surfar, Teahupoo ou Pipeline?

 

As duas ondas são difíceis e perigosas, a diferença é que em Pipe são dezenas de pessoas disputando a mesma onda, sem contar o localismo. Teahupoo é mais tranqüilo no localismo, mas ao mesmo tempo em que pode ser sonho dropar uma onda, à vezes é pesadelo, pois a força da onda é incomparável.

 

Se não fosse um surfista profissional que carreira iria escolher?

 

Acho que estaria estudando e me formaria em Administração de empresas, e é claro tentaria pegar ondas grandes.

 

Como é sua rotina e o que faz quando não está na água?

 

Moro em Ubatuba, uma cidade tranqüila, e durante a semana gosto de visitar meus pais, dona Iracema e seu Benedito, e ir na igreja, e de vez em quando gosto de pescar na praia Vermelha do Norte. Levo uma vida bem simples e saudável.
 
Quais são seus planos para o futuro?

 

Gostaria muito de entrar no WCT, surfar as melhores ondas do planeta, ser reconhecido como um dos melhores do Brasil e quem sabe do mundo e ter uma vida saudável ao lado da minha esposa.

 

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Se alguém estiver passando por alguma dificuldade, em Matheus 11, versículo 29 e 30: ?Assim tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. Derrotas e vitórias passarão, mas o amor de Jesus por nós nunca terminará?. Jesus te ama.

 

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