Obesidade afeta resgate nos mares

Os perigos da obesidade já atingiu os operadores de jet-ski. Estudo recente feito nos EUA, comandado pela K38, empresa de resgate comandada pela experiente e renomada Shawn Alladio, comprovou o aumento de problemas causados pela galera bem acima do peso.

Segundo ela, nas últimas duas décadas foi comprovado o aumento de peso de dos alunos e da galera resgatada.

 

“Isso é comprovado”, diz Alladio. Para exemplificar, ela lembra que até empresas aéreas têm aumentado o tamanho das cadeiras das aeronaves, devido aos problemas enfrentados nos últimos anos.

 

Até funerárias e crematórios estão com dificuldades com os tamanhos dos caixões e salas de cremação. Ambulâncias também têm incrementado o interior com camas e cadeiras ambulantes bem maiores. “Os coletes cervicais também ganharam seus modelos GGG”, explica a fada-madrinha do salvamento por jet-ski.

Estudos mostram que uma entre três mulheres na América estão com diabetes devido à má alimentação. E este é um dos maiores problemas de saúde pública nos EUA: falta de educação alimentar.

Para Alladio, outra fonte de preocupação tem sido os tipos de wave runners (jets) usados ao redor do mundo para o trabalho de resgate, bem como os usados pelos próprietários gordinhos.

 

Para ela, aparelhos considerados pequenos (de dois lugares), não devem ser usados por profissionais de resgate de maneira alguma. E também não deveriam ser vendidos para uso de pessoas muito acima do peso, pois a segurança fica prejudicada.

 

Em um de seus trabalhos de resgate, em um rio no estado do Arizona, Alladio salvou a vida de um cidadão de cerca de 150 quilos que havia se machucado e não conseguia ficar de pé e nem se mexer.

 

O colete salva-vidas nem fechava no corpo dele.O ski do rapaz ficou instável devido ao peso e Shawn teve que largar a embarcação dela e pular para a do acidentado.

Ela teve grande dificuldade em dirigir o ski e levar o cidadão para o hospital, onde descobriu que o aparelho era alugado, e que ele nunca havia dirigido um jet antes.

Segundo ela, os vendedores nos EUA estão sendo educados para não vender jets pequenos para pessoas nesta condição. Além disso, fabricantes agora estão produzindo bancos, coletes e peças especiais para esse grupo.

 

Um ponto importante para nós aqui no Brasil, segundo ela, é a importância de os profissionais envolvidos com resgate terem a responsabilidade para usar jets maiores para trabalhar com segurança.

 

No Hawaii, os salva-vidas já usam os melhores jet-skis. Mas, aqui no Brasil já presenciei aparelhos pequenos em péssimas condições para resgate.

 

 

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)