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O verão é agora

Típico retrato do verão brasileiro: sol, calor, praia cheia e poucas ondas no playground da galera. Foto: Ricardo Macario.

Enquanto assistia pela internet às baterias do WQS em Sunset Beach, percebi que o ano chegou ao fim.

 

Mais uma vez o Hawaii é o foco das atenções. Tríplice Coroa, surf pesado em Sunset, tubos largos em Pipeline, grandes dias em Waimea e dias enormes em Jaws. Que maravilha!

 

Fiquei muito feliz ao ver o Odirlei Coutinho vencer o Slater em Sunset. Mas isso acabou desencadeando uma associação de idéias que terminou mal.

 

Odirlei vai bem no inverno havaiano.

Odirlei = Brasil; Brasil = verão. Verão…

 

Naquela hora me dei conta de um fato muito preocupante: é verão no Brasil! Putz, vento Leste acentuado, água quente e elas, as incríveis marolas.

 

Não bastasse nossa plataforma continental se entender atééééé a África e muros e mais muros construídos na areia de nossas praias colaborarem para que qualquer swell com mais tamanho não encontre um fundo razoável para quebrar com perfeição, teremos pelos próximos meses a falta de ondulações mais fortes e duradouras.

 

Preparem-se, pois a relidade é triste. Nos próximos meses teremos que conviver com a maldição do flat eterno.

 

E pra piorar, através da internet ou da TV, somos ?atualizados? com as informações de tudo o que rola nas ilhas havaianas, agravando ainda mais nosso desespero. Na TV ainda é pior, porque nos intervalos entra o filme da Skol, com a atual campanha ?O verão é agora?.

 

Patriotismo mesmo

 

E já que o assunto é onda ruim, onda fraca, falta de ondas… Outro dia, aqui no fórum do Waves.Terra, acompanhei uma briga boa. De um lado diziam que no Brasil tem altas ondas. Do outro, que não dava nada. Não me pronunciei, fiquei apenas acompanhando e me divertindo com os comentários exaltados.

 

Principalmente os que defendiam a Federação. É inegável o fato de que nosso país tem praias lindas, areias brancas, águas transparentes, blá, blá, blá, blá, blá. Mas dizer que tem altas ondas é um pouco de exagero. Ou não. Na minha opinião, quem acha que no Brasil dá altas é porque viaja pouco ou não é muito exigente.

 

E, respondendo a pergunta da campanha da Skol (o que contarei pros meus netos sobre o verão?), é simples. Contarei que não deu onda. Óbvio.

 

Um abraço e até o outono.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)