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O quintal de Kelly

Kelly Slater defende o título do Hurley Pro em Lower Trestles, Califórnia (EUA). Foto: © ASP / Kirstin.

Chegamos à sexta etapa do World Tour da ASP e a ensolarada Califórnia, EUA, será a sede do Hurley Pro, nas conhecidas direitas e esquerdas de Lowers Trestles.

 

De cara, se você for ligado em estatística, pode marcar Kelly Slater como ao menos finalista, afinal de contas, dos últimos oito eventos do Circuito disputados lá, ele só não chegou na final em 2009, quando ficou em terceiro. Foi vice em 2004 e 2006, e faturou todas outras (2005, 2007, 2008, 2010 e 2011).

 

Se isso não é hegemonia, não sei o que significa essa palavra.

 

Um dos motivos de Slater sempre se destacar por ali, são as perfeitas direitas, supermanobráveis, que favorecem bastante o estilo poderoso e veloz do americano.

 

Se bem que ano passado, ele teve que suar para vencer Owen Wright, que surfou muito de backside. Aliás, os goofies quase não têm tradição alguma como vencedores no pico. Apenas num longínquo 2002, Luke Egan ganhou de Michael Campbell.

 

O curioso, é que existem boas esquerdas em Trestles. O problema é que geralmente são curtas, proporcionando apenas duas ou três manobras realmente bem pontuadas.

 

Obviamente, as condições de vento e tamanho, aliadas à direção do swell, sempre são fatores importantes para escolher os favoritos.

 

Além do Slater, Mick Fanning (vencedor em 2009) e Joel Parkinson (vencedor em 2004), líder e vice-líder do Circuito respectivamente, devem ir até as fases finais. Julian Wilson, Taj Burrow e Josh Kerr, surfistas que ousam e acertam manobras modernas, também são nomes a serem lembrados.

 

Já citado acima, Owen, o melhor goofy do Tour, além de ter um surf de costas bem vertical, pode se destacar nas esquerdas e já mostrou que pode surpreender nas águas frias californianas.

 

E se você estiver a fim de torcer para os brasileiros, vá fundo, pois fora a nossa terrinha, é lá que nossos guerreiros mais se sentem a vontade no Circuito. Exibições de gala de Gabriel Medina e Miguel Pupo por aquelas bandas nos últimos dois anos deixaram os ianques de cabelo em pé.

 

Heitor Alves é outro que gosta muito das esquerdas de Trestles. Jadson André, não tem um histórico muito bom, mas se as esquerdas funcionarem, ele se torna um temível adversário para qualquer um, pois seus aéreos de frontside se encaixam perfeitamente naquele tipo de onda.

 

Adriano de Souza, que inclusive morou na Califa durante alguns anos é profundo conhecedor das ondas e ama o lugar. Isso é facilmente comprovado com suas atuações soberbas, principalmente quando as condições ficam em torno dos 4 pés.

 

Alejo Muniz e Raoni Monteiro, esperamos que já sarado da lesão no joelho, são outros surfistas que vão bem nas direitas hot dog.

 

Ao contrário das duas últimas etapas, em Fiji e Tahiti, o Hurley Pro é um evento realizado na capital financeira do surf mundial, sem tubos ou ondas sinistras.

 

O que impera são muitas batidas, carves e vôos, por isso, nomes como Kieren Perrow, os irmãos Hobgood, Tiago Pires e outros experts nas cracas, viram gatinhos com enorme chance de serem engolidos.

 

Trestles, assim como Snapper Rocks na Gold Coast, local da etapa de abertura do Tour, é uma onda de alta performance e costumam se dar bem aqueles que estão com surf no pé e arriscando muito.

 

Por isso, é bom analisar direito as baterias para não se arrepender depois. 

 

Aguardamos seus palpites no FluirGame! Boa sorte!

 

Alex Guaraná é colunista da FLUIR e especialista em WCT. A partir desta etapa, ele apresenta suas análises pré-campeonato, com pontos essenciais sobre cada point e os principais atletas, para você mandar bem nos palpites. Não perca tempo! Mostre que você entende de surf e fature prêmios irados!

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