
Algumas novidades já aconteceram nesta virada de ano. Nas competições, o Brasil estréia no WCT em março, na Austrália, e além de Neco, Ribas, Daltro, Moura, Herdy e Nunes as expectativas giram em torno do estreante Raoni Monteiro, que finalmente vai batalhar no lugar onde seu surfe merece estar: a elite mundial.
Lembrando que as batalhas que acontecem por lá nunca são fáceis e os resultados das baterias são sempre decididos por décimos de pontos.
Já a nova sensação da ASP é o brasileiro Adriano de Souza, o “Mineirinho”, campeão do Mundial Pro Junior realizado no início de janeiro em North Narrabeen, Austrália, o coração da fábrica de talentos ‘down under’.
Se ele já era conhecido por alguns, agora o mundo todo teve que ouvir o nome Adriano de Souza, do Brasil, um jovem de apenas 16 anos que surpreendeu a todos com seu surf. Mesmo falando quase nada de inglês, impôs seu ritmo e derrubou os favoritos, todos mais velhos que ele, do Hawaii, Austrália, África do Sul e alguns brasileiros, virando manchete nas principais mídias mundiais.

Quando um novo talento, tão jovem, surge desta maneira, a consciência universal já conspira a seu favor. Surfistas como Tom Curren, Martin Potter, Tom Carroll, Kelly Slater, entre outros, foram alguns dos nomes que apareceram bem jovens e se destacaram em nível mundial rapidamente.
Agora, só os atletas do WQS vão dizer, já que com esta vitória, o príncipe da ASP poderá entrar na mesma fase que entram os atletas do WCT, o que facilita bons resultados e um bom ranking para ele em 2004.
No Brasil, as grandes empresas estão investindo e usando a imagem do surf para se aproximar do público-alvo praiano. As novelas estão sempre mostrando surfistas, celebridades mundiais surfam. Não é mais aquela época distante e mística, dos anos 70 e início dos 80.
O SuperSurf é um bom exemplo da organização e profissionalização do esporte. Idealizado pela Abril Eventos como um produto a ser vendido para as grandes empresas, depois de três anos os frutos estão finalmente sendo colhidos, em forma de espetáculos, divulgação e patrocínios envolvidos.

No Hawaii são outros quinhentos. Na verdade, são 500 brazucas habitando a ilha de Oahu. Os big riders que estão ‘duros’ têm que pegar Waimea na remada.
Os bacanas estão em Jaws, com seus jet-skies, aguardando o tão sonhado swell de 25 pés plus e a Mega Studios bancando e captando imagens exclusivas que não têm preço.
Vamos torcer para que todos arrepiem e não se machuquem, porque com o tow-in, o surf ganhou novos parâmetros e virou esporte de risco, caso as coisas dêem errado.
Estar no lugar certo na hora certa é a principal lição que aprendemos no surf. Cada um na sua função, “é nóis” subindo na cotação.
Aloha!