O mundo de olho no canto do Gravatá

Com o vento sul lambendo a costa catarinense com toda força neste sábado, as condições mudaram bastante na ilha de Florianópolis.

 

O calor deu lugar ao frio, e as ondas sofreram uma rápida transformação no decorrer do dia, com séries mexidas chegando aos 2 metros no fim de tarde.

 

Clique aqui e confira cobertura completa do evento.

 

Em mais um dia de folga para os atletas do circuito mundial, para alguns o jeito foi arrumar outras alternativas para passar o tempo.

 

Porém, para outros o dever maior era enfrentar o frio e cair no mar para treinar nas ondas do Gravatá, como é chamado o canto direito da praia Mole.

 

É lá que está armada a estrutura que pode abrigar o circo do WCT neste domingo, quando pode ser definido o título mundial da temporada.

 

Por estar um pouco mais protegido da ação do vento sul, o local é o mais cotado para sediar as disputas da segunda fase do Nova Schin Festival 2004.

 

Surfistas como Guilherme Herdy, Raoni Monteiro e Léo Neves, além dos australianos Luke Hitchings e Tom Whitaker, fizeram o test-drive nas ondas mexidas de até 2 metros e com bastante correnteza.

 

?O mar está bem forte e torto, mas se tiver paciência dá pra fazer uma brincadeira. Se não pegar uma boa, com certeza vai levar uma bomba na cabeça?, brincou Herdy ao sair do mar.

 

Além dos atletas, alguns integrantes da comissão técnica também foram checar de perto as condições do pico. O australiano Perry Hatchet, juiz-chefe da ASP, esteve por lá e ficou aparentemente satisfeito com a situação.

 

?As ondas estão grandes e está ventando bastante, mas está surfável. É melhor cair em um mar mexido grande do que em marolas, e a previsão indica que amanhã o vento pode diminuir um pouco?, disse Hatchet.

 

Outro que estava no outside era o campeão brasileiro Renato Galvão, que terá a oportunidade de participar diretamente da decisão do título mundial da temporada.

 

Depois da primeira bateria da repescagem, entre Andy Irons e Ricardo Ortiz, Galvão enfrenta Joel Parkinson, único que pode tirar o terceiro título mundial das mãos do havaiano.

 

Se o australiano perder, o título vai para Irons, que irá se tornar tricampeão mundial consecutivo de surfe profissional. Se avançar, a missão de Renato Galvão passa automaticamente para o próximo adversário de Parkinson ? e assim será até a final.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.