
Acompanho os campeonatos de longboard desde quando cursava o segundo ano de faculdade, em 99. Nesse mesmo ano, pude assistir o Red Bull Longboard International, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
Além de ter sido minha primeira atuação como repórter, foi também a primeira participação dos ídolos contemporâneos da modalidade no Brasil. Por essas e outras, ficou marcado para sempre na minha memória!
Como bom bisonho, passei a maior parte do tempo calado, prestando atenção nas conversas e fotografando tudo. As opiniões eram praticamente unânimes em relação à magnitude do evento, que segundo os comentários, veio

em boa hora depois de alguns anos sem eventos de porte.
Nunca esquecerei das verdadeiras aulas de surf que tive ao assistir papos entre grandes figuras, tanto durante a competição quanto no quarto do hotel, que dividi com Marcello Árias, Márcio Vilela, Rafael Sobral e Carlos Mudinho. Quem viu não vai esquecer do show, tanto dos brasileiros como dos gringos.
A presença de Joel Tudor, Colin McPhillips, Bonga Perkins, Clyde Aikau e um peculiar longboarder novaiorquino, chamado Mr. ?Pistols?, conferiu um status maior à festa, revelando ao mundo, de uma vez por todas, nosso potencial para grandes eventos de longboard.

Mas não foi por acaso que eles vieram… A alta premiação e um patrocinador de peso foram essenciais, pois ninguém viaja milhares de quilômetros para disputar mixaria, assim como também nenhum veículo facilmente se prontifica a cobrir eventos de quem não é seu anunciante.
A participação da Red Bull abriu novas portas, dando início a uma seqüência de grandes eventos e deixando seu nome escrito para sempre na história da nossa modalidade. Foi o maior evento do gênero realizado até então, com estrutura digna de WCT.
A alegria maior dos brazucas foi ver um brasileiro, o humilde baiano Olimpinho, vencer uma competição com tantas estrelas. A euforia de todos foi tão grande que ali nasceu a idéia do

Hanging Together na cabeça de Rafael Sobral, nosso editor.
No ano seguinte, tivemos a segunda edição do Red Bull, em Maresias (SP), e sediamos o tradicional Oxbow, na Praia do Rosa (SC), que desde 1989 definia o campeão mundial.
Em 2001, tivemos o Waves.Terra Saquarema Longboard International, válido como segunda etapa do mundial daquele ano. E em 2002 a Petrobras revitalizou o circuito nacional, com destaque para a etapa da Baixada Santista (SP), onde os organizadores inauguraram uma nova forma de angariar patrocínio (vide Longboard Pop).
Agora, em 2003, estamos prestes a sediar

mais uma etapa do mundial, novamente pela Oxbow.
Para darmos continuidade, o ideal é buscar apoio sempre das grandes empresas, as gigantes do mercado, pois apenas quem anuncia em televisão dispõem de quantias suficientes para investimento em publicidade, ao contrário do setor de surfwear. Além disso, com um patrocinador de peso aumentam as chances de cobertura jornalística por parte das emissoras nas quais anunciam.
Atualmente, temos um bom currículo para buscarmos essas empresas. Para isso, basta mostrarmos a elas que pode valer a pena entrar para a nossa história ou apenas vincular temporariamente seus nomes ao nosso estilo de

vida.
Na medida em que o surf se desenvolver como ciência, em universidades, por exemplo, mais e mais pessoas descobrirão que se trata de um dos melhores lazeres do mundo, tanto consumidores como empresários!
Aproveite e confira a nossa galeria de fotos do Red Bull Longboard International clicando aqui.
Boas Ondas e até a próxima!