Por trás das notas

O lugar certo, na hora certa

#Assim como qualquer outro esporte, o surfe precisa de um bom planejamento no calendário de competições. Neste ano já aconteceram vários choques de datas que acabaram prejudicando alguns atletas e o esporte como um todo. Os atletas, que são a matéria-prima dos eventos, certamente são os maiores prejudicados com esta sobreposição de datas.

Nos últimos anos tem sido um problema conseguir data livre para campeonatos de surf, e a tendência é piorar. As associações de surfe têm de se reunir, criar uma estrutura de prioridades, planejar o calendário de forma que todos tenham seu espaço. Campeonatos de nível mundial não devem acontecer na mesma data. Os circuitos WCT, WQS e o Mundial da ISA devem ser distribuídos durante o ano de uma forma lógica, para que todos tenham chance de participar, inclusive por um custo menor.

Campeonatos nacionais e estaduais devem seguir a mesma lógica, e só em último caso uma etapa do SuperSurf deve coincidir com uma da CBS, ou de uma cidade coincidir com de outra. No caso dos amadores não é um problema de participação, pois o Super Surf é fechado, é mais uma questão de valorização do produto e espaço na mídia.

#Para fugir das datas do WCT e, conseqüentemente, ter mais atletas de nome no SuperSurf, os organizadores marcaram esta última etapa, em Saquarema, junto com o Us Open, nos EUA, onde os brasileiros costumam se dar bem. Resultado: caras como Beto Fernandes, que deveriam ter ido tentar os pontos na Califórnia, ficaram divididos entre garantir uma vaga para 2003 no circuito doméstico e cair dentro do WQS para se tornar top mundial.

Duvido que o Beto tenha competido em paz e focado. O Raoni, que pela lógica deveria competir em casa, foi para a califa e deve ter ficado com dor de cotovelo em deixar o ubatubense Costinha pegar a chave do seu pico. Ficam todos perdidos, sem saber para onde ir, muitos no outside de Itaúna e outros nos saguões dos aeroportos.

O surfe deve se organizar mais, e proponho que os dirigentes se comuniquem para evitar estes problemas no ano que vem, ou pelo menos minimizar. Não adianta crescer sem planejamento, os circuitos devem ter uma razão e estar encaixados na estrutura do esporte. As associações, federações e ligas têm, junto com a Confederação Brasileira, a obrigação de criar e seguir um calendário sério e que ajude no crescimento do esporte.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.