O longboard brasileiro continua órfão

Foto: Rafael Sobral.

Os longboarders brasileiros podem comemorar o ano de 2002. Mesmo com toda essa crise econômica as coisas aconteceram e evoluíram.

 

Logo no início do ano a Associação Catarinense de Longboard (ACL) anuncia seu circuito de nove etapas. Circuito divulgado e circuito realizado! Sem grandes ambições, com a premiação que foi possível dar, mas rolou tudo redondinho, e pode ter certeza que no ano que vem vai  ter repeteco.

Marcelo Freitas foi o primeiro atleta a ser bicampeão mundial pela ISA, Paulo Kid foi campeão europeu e tivemos sempre e cada vez melhor atuação dos brasileiros no mundial profissional.

 

Quanto ao circuito brasileiro, a entrada da

Foto: Grant Ellis / tostee.com.

Petrobras salvou a pátria e junto com o já tradicional evento da Calibre em Camburiú fechou o ano com três etapas.

 

Fechando o ano, a Maresia aposta no longboard e promeve um festival no pier de Mongaguá (SP) com diversas categorias para definir o título paulista profissional.

 

Legal, mas como será o ano que vem?

 

A galera que compete quer se agilizar, mas não tem o que vender. Não temos um calendário pois não temos uma Associação Brasileira de Longboard com a finalidade de fazer os eventos acontecerem. Que segurança temos de que haverá circuito no ano que vem?

 

A Abrasp, bastante atribulada com o circuito brasileiro Super Trials e Super Surf, acaba não tendo tempo para batalhar pelo longboard. Os eventos brasileiros que tem rolado, acontecem por iniciativa de terceiros, como no caso o Petrobras, pilotado por Rico, Picuruta e Pardhal.

 

Todos sabem da necessidade da Associação, mas ninguém quer segurar a bucha. Se pelo menos tivéssemos uma pessoa nomeada pela Abrasp com a finalidade de cuidar do longboard dentro da entidade já seria um grande avanço.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.