O dia em que quase morri!

Olá galera!

 

Chegou uma frente fria aqui no Sul, o mar virou e pelo jeito as ondas vão entrar.
Estou indo nesta sexta para Ilha do Mel, onde rola a sexta etapa do Circuito
Paranaense.

 

Na disputa da categoria Feminino, estou na briga pelo título. Mas tem a as atletas
Fernanda dos Passos, a Priscila Barcik e a Natalie Martins também na briga.

 

Por isso, mais do que fazer mais uma final, tenho que ganhar. Não sei quantas etapas ainda rolarão até o fim do ano, então não sabemos se terá descarte ou não.

Na Ilha eu já me dei bem em vários campeonatos. Foi lá que venci o meu primeiro circuito, o Quiksilver Júnior/Mirim, em que fiquei em segundo lugar nas duas etapas e, com o resultado, levei o título.

 

Na segunda etapa rolou um lance muito perigoso. Eu tinha 11 anos e competia há apenas dois anos incompletos.
 
Durante a competição, o tempo foi fechando e o mar subindo. Chegou o momento de entrarmos na água e a chuva apertou. Não dava para ver nada nem ouvir ninguém. E com ondas de mais de um metro e meio, ficamos lá no outside sem
saber o que fazer.

A organização do campeonato se arrependeu de ter liberado a bateria. E como
eles também não estavam vendo nada, colocaram um outro surfista entrar na água
para mandar nós saírmos. Só que eu não vi nada e não ia ficar lá deixando a
bateria rolar, pois pensava que já estava rolando.
 
Então, peguei uma onda e não vi que era grande. Fiz ela até o fim e só então
descobri que não valia nada. Só que para sair do mar estava muito difícil. Engoli água, tomei um monte na cabeça e fiquei com medo. Mas, o próprio mar foi me levando para fora até eu chegar no raso.
 
Depois, eles esperaram a chuva passar e eu pude descansar. Voltamos para
a bateria e fiquei em segundo lugar. Por isso, mesmo com o tempo feio, sei que posso me dar bem neste campeonato.
 
Beijos

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