O Brasil no contexto internacional

O Brasil foi inserido rapidamente no cenário do longboard mundial. O circuito brasileiro profissional de surf criado pela ABRASP em 1987 incluía a disputa da modalidade.

 

O Sundek Classic realizado em 1988 contou a disputa da categoria longboard e foi uma etapa válida para o circuito mundial. Nat Young e o eventual campeão Stuart Entwistle vieram surfar em Itamambuca, Ubatuba (SP).

 

Nat vencia as competições utilizando uma abordagem sólida, com manobras definidas e muito bem executadas. Stuart era um malabarista, muito ágil, passeava com desenvoltura até o bico, tendo como marca registrada um hang five no qual girava o pé no

bico da prancha, apoiando só as pontas dos dedos e deixando o calcanhar pendurado para fora do bico. Ele ficava de costas para a direção que a prancha ia, por um bom tempo.

No início deste ano, Rico de Souza havia sido vice-campeão no mundial amador de Porto Rico e ainda terminou o ano como vice-campeão profissional da ASP. Hoje, aos 50 anos, Rico estará presente, competindo no Oxbow, em Maresias.

 

Alfio Lagnado, empresário do setor, foi o melhor brasileiro no circuito mundial de longboard de 1989, ocupando a sétima colocação. Alfio acompanhava Fábio Gouveia no circuito mundial

Foto: Ricardo Macario.

e apesar de não ter conseguido grandes resultados, obteve uma boa colocação no ranking final devido a sua constante participação.

 

Picuruta Salazar entrou no cenário internacional do longboard em 1990 disputando o título com Nat Young. Se Picuruta não tivesse se enroscado numa interferência com Nat, na etapa de Hossegor, teria sido o campeão daquela temporada. Este foi seu primeiro vicecampeonato no circuito mundial.

 

A partir de 1992 o título mundial passou a ser decidido através de uma única etapa exclusiva para longboarders patrocinada pela Oxbow.

 

Durante os anos 90 Alex Salazar foi o grande

Foto: Herbert Passos Neto.

expoente brasileiro no circuito mundial de longboard, disputando títulos contra Rusty Keaulana na Ilha Reunião e contra Bonga Perkins nas grandes ondas de Guéthary, na França, chegou a marca de três vice títulos mundiais.

 

Além de ter vencido o Mundial da ISA, em Portugal, no ano de 98, Picuruta tem sete títulos da Abrasp na categoria longboard. Em 99, no Oxbow World Championship realizado na Austrália, foi a vez de Marcelo Freitas disputar a final contra Colin McPhilips e obter mais um vice para o Brasil.

 

Colin, ao lado do havaiano Rusty Keaulana, possuí três títulos mundiais e são os atletas em atividade com mais chance de alcançar a marca do tetra de Nat Young. Em 2000, na Praia do

Foto: Rafael Sobral.

Rosa, aconteceu um fato histórico, durante o último Oxbow World Longboard Championship, que decidiu em uma única etapa o campeão da modalidade, Beau Young, filho do lendário Nat, definiu uma dinastia de campeões, ao ser o primeiro filho de um campeão mundial a conquistar a mesma coroa do pai.

O Brasil ainda não tem nenhum título mundial da ASP no pranchão, na última temporada, o local do Guarujá, Amaro Matos, foi o melhor classificado, terminando o ranking em sétimo lugar, mas a temporada de 2002 não contou com nenhum evento válido em território brasileiro.

 

Picuruta Salazar foi o segundo melhor classificado, terminando a temporada em décimo

Foto: aspworldtour.com/Ellis.

quarto no ranking. O formato atual, com seis etapas, duas no Brasil, aliado ao contingente cada vez mais afiado de longboarders tupiniquins, eleva nossas chances significativamente. Em 2003 podemos ter nossa grande oportunidade. E tudo começa com o Oxbow Pro Longboard Brasil, em Maresias, agendado para 20 a 25 de maio.

 

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