Nunca é tarde para surfar

Carlos Afonso Homem de Carvalho é um grande exemplo de que nunca é tarde para começar a surfar. Aos 71 anos ele descobriu o surf e mudou completamente seu estilo de vida.

 

Hoje, com 74 anos, dá aulas de inglês três vezes por semana em São Paulo e depois se manda para o Guarujá, seu point preferido para pegar onda.

 

Sua última aquisição para o quiver é uma Surf Prescriptions biquilha modelo Old School Fish.

 

Conhecido entre os amigos como Charles, ele praticava windsurf na represa de Guarapiranga, mas depois da seca na represa, há três anos e meio, trocou a velha prancha de wind pela de surf, “que é mais leve para carregar”.

 

Natural de Hong Kong e naturalizado brasileiro, a história desse “jovem” surfista é curiosa. Filho de mãe chinesa e pai português, após a segunda guerra mundial ele começou a trabalhar como copeiro em um navio cargueiro dinamarquês e conheceu o mundo durante dois anos.

 

De volta a China, migrou para Portugal e lá começou a trabalhar em uma companhia aérea norte-americana, por falar fluentemente inglês. Nos anos 50 foi enviado para trabalhar no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro, onde morou por quatro anos e conheceu o grande amor de sua vida.

 

Depois foi transferido para Nova Iorque, onde ficou por mais sete anos, mas decidiu se desligar da empresa e voltar para o Brasil atrás de sua paixão. Charles casou e se aposentou, passando a dar aulas de inglês em São Paulo em uma escola de idiomas americana.

 

Ele explica que para manter a forma, aos 74 anos, faz uma alimentação balanceada, com pouca gordura, pouco açúcar, muita salada e, principalmente, pouco sal e muitas frutas. Gosta de todos os esportes relacionados com a água e pretende surfar até morrer.

 

Com palavras que poderiam ser de qualquer garoto que acabou de ser contaminado pelo vírus do surf, ele diz que depois da família, surfar é a coisa mais importante de sua vida.

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