E aí leitores ruidosos! Sei que devo ao menos um pedido de desculpas aos leitores cativos da coluna. Mas, sabe como é, Copa do Mundo, ?Agüenta que é Penta?, Surf & Beach Show 2002 e outras ?cositas más? que andaram atrasando um pouco nossa coluna. Não há de ser nada não! Estamos de volta com força total, com algumas novidades:
Soulfly ? Soulfly lança “3” (confira resenha nas próximas colunas). É o terceiro álbum da banda batizado pelo simples algarismo e reafirmando a crença na influência mística, como explica Max Cavalera: “Existe algo muito poderoso que envolve esse número, principalmente no disco”. Para o lançamento desse álbum, Roy Mayorga, baterista que ajudou a fundar o Soulfly, retorna a sua função junto de Marcello Rapp (baixo) e Mike Doling (guitarra). Produzido por Max e mixado por Terry Date, “3” é apontado como o álbum mais furioso do Soulfly, provando o amadurecimento do som da banda. “Tree Of Pain” é o primeiro single e já vem rompendo os tímpanos. É ver para crer, ou melhor, ouvir para crer!
The Prodigy ? Novo disco do The Prodigy! O álbum deverá ser lançado no segundo semestre deste ano, intitulado de ?Always Outnumbered, Never Outgunned?! Para animar a espera, o primeiro single do álbum “Baby?s Got A Temper” (confira resenha nas próximas colunas) teve lançamento nacional no dia primeiro de julho. Aguardem mais novidades em breve!
Além de nossos lançamentos quinzenais, tem petardos interessantes, como o mais recente trabalho do Fellini, Ozomatli o Deus Asteca da dança, Overlife Inc. apavorando, Long Beach Dub Allstars rompendo estilos, a Coletânea Now Thing de Dub, o ótimo Bubba Sparxxx e os dois maravilhosos lançamentos de Tom Waits!
Promoção Relâmpago da quinzena!
Nesta quinzena a Promoção Relâmpago traz para vocês a Coletânea mais contagiante da gravadora dos caras do Basement Jaxx ? ?Atlantic Jaxx Recordings ? A Compilation?. Para participar de mais esta Promoção Quinzenal, basta responder a seguinte pergunta: ?Qual o nome da peça teatral em que se baseia o disco ?Alice? de Tom Waits??.
Você já sabe, a dica está logo abaixo na resenha dos discos mais recentes do Tom Waits, lançados este mês pela Sum Records!
Corra! Dessa vez apenas três sortudos (as) levarão as Coletâneas ?Atlantic Jaxx Recordings ? A Compilation?. Não percam as Promoções Relâmpago que faremos ao longo do ano.
Agradecimentos ? Sum Records.
FELLINI | Amanhã é Tarde
Que tal um pouco de independência brasileira de qualidade? Depois de muita confusão sobre o lançamento de ?Amanhã é Tarde?, do Fellini, finalmente disquinho pronto, acabado e cheio de boas perspectivas. Mais uma vez o selo Midsummer Madness lá do Rio de Janeiro, mantém a tradição e lança uma preciosidade nacional de extremo bom gosto.
Gravado em 4 canais, em mais ou menos três dias, o que demorou cerca de 13 anos para sair. Isto mesmo, desde o último lançamento ?Amor Louco?, nada de Fellini, 13 anos de jejum! Na verdade, algumas apresentações extra-banda acabaram acontecendo, como a última delas, no Abril Pro Rock, em Recife.
Fazendo uma contagiante fusão de samba, bossa, avant jazz, rock?n?roll, boas doses de construções vocais inusitadas e muito balanço, abrindo portas realmente originais dentre as mediocridades instaladas desde o movimento rockão reprecessado, da década de 80, aqui no Brasil.
Não é a toa que uma das únicas boas notícias da recente música brasileira busque influências em Fellini. Digo isto porque nada menos do que Chico Science e sua Nação Zumbi acabaram gravando ?Criança de Domingo?, música de Cadão Volpato para o projeto Funziona Senza Vapore.
Mas quem diabos compõe o Fellini, seminal desde 84… Thomas Pappon é multi-instrumentista e hoje trabalha no serviço brasileiro da BBC de Londres, cuidou de toda a parte instrumental do disco junto às letras e vocais de Cadão Volpato que, entre suas muitas facetas, apresenta um programa bem interessante sobre mercado de trabalho na Rede Senac de TV.
Pappon lançou ano passado, pelo mesmo selo Midsummer Madness, o excelente disco ?Os Eurosambas? como The Gilbertos, um projeto paralelo ao Fellini. Na realidade, Pappon diz que ?É a única maneira das coisas rolarem… Se não fosse o esquemão independente e a Midsummer Madness, era bem possível que ?Amanhã é Tarde? nem existiria?, completa.
O álbum é bem variado, agrada os fãs tradicionais e surpreenderá os que nunca ouviram Fellini. ?Polichinelo? abre o disco com entusiasmo e prepara terreno para ?As Peles?, minha preferida, com arranjos super interessantes de cordas e linhas vocais. Os samples de ?Amanhã é Tarde? são uma história à parte, competentemente trabalhados de maneira simples, para que sua leitura se torne quase que subliminar.
Aproveite também ?Gravado No Rio?, que é bem pop e dá um bom caldo para se tocar em pista. ?Retrato? é dançante e lembra os ácidos anos 60, além de ?Canção? com um bom quebra-cabeças de palavras. A arte do disco completa o lançamento, boas fotos, todas as letras na parte interna e cores vibrantes. Trocando em miúdos … mais que um bom disco de música popular brasileira, uma alma gentil caminhando através do bréu, uma luz no fim do túnel da mesmice instaurada!
Clique aqui e ouça a faixa ?As Peles? .
Se você gostou de Fellini, ouça também: Chico Science e Nação Zumbi, Valv, Motormama, Pelvs, The Gilbertos e Astromato.
OZOMATLI | Embrace The Chaos
Taí o que podemos chamar de união verdadeira, insistindo em palavras de liberdade e de justiça para todos os povos! Isto é Ozomatli, também conhecido como uma formação de 9 músicos de diferentes nacionalidades, nascido no meio da década de 90 lá em Los Angeles, Califórnia. Seu grande apelo musical transcende a aura do inusitado, busca novos caminhos para o fazer sonoro.
Ozomatli é o Deus Asteca da dança e ?Embrace The Chaos? é o mais recente lançamento dos caras. Traz influências variadas de salsa, jazz, hip-hop e rock?n?roll, em mistura salgada e ardida, assim como as letras profundamente arraigadas na crítica social e política. Tocaram com algumas das mais respeitadas bandas, só para dar um exemplo, na Convenção Nacional do Partido Democrático Americano, arrebentaram tudo, junto ao Rage Against The Machine.
Cantando verdade com paixão e interesse, uniram-se à outros artistas de atitude política como Will.I.Am, do Black Eyed Peas, e Jurassic 5 ? DJ do Cut Chemist. A galera do De La Soul aliou todo o poderio do freestyle rap na minha faixa preferida ?1234?, além de MC Kenetic Source com muito peso em ?Dos Cosas Ciertas?. Improvisando e atordoando, o trompetista Asdru Sierra e o guitarra Rafael Pacheco quebram tudo nas afro-cubanas ?Tímido? e em ?Guerrillero?.
Neste meio de ano, os caras estarão em turnê com nada menos do que Santana, tá bom ou quer mais?! Aí vai… o álbum ?Embrace The Chaos? ganhou o Grammy Latino deste ano! Até o produtor brasileiro mais aclamado lá fora, Mario Caldato Jr., embarcou nesta e deu sua força. Discão super variado e altamente bem formulado. Como havia dito, um compêndio democrático Pan-Americano sonoro com altas doses de sentimento, apostando alto na justiça e na liberdade de expressão para todos os povos. Agrada gregos e troianos!
Clique aqui e ouça a faixa “1234”.
Se você gostou de Ozomatli, ouça também: Long Beach Dub Allstars, Luscious Jackson, Black Eyed Peas, De La Soul, Manu Negra, Sublime, Fishbone e Manu Chao.
OVERLIFE INC. | Guia Prático De Como Se Expressar De Forma Simples
Hardcore de prima cantado em português. Surpreende aos menos avisados pela qualidade de gravação e composição. Letras acima do normal com mensagens bem fincadas na raiz dos melhores do estilo diretão e simples. O ?Guia Prático De Como Se Expressar De Forma Simples? do Overlife Inc., está sendo lançado pelo selo Pecúlio Discos, dos caras do Ratos de Porão em parceria com a Estrondo Records e distribuição da Nitroala Records.
São 13 faixas que não deixam nossa mente descansar, uma atrás da outra, com direito a corinho gritado e tudo mais. Guitarreira rasgada e rápida, bateria em ritmo alucinante com pitadas a la Pennywise em seus melhores momentos. Vocal sem frescuras e bem colocado de Gonta, em sintonia total com a guitarra de César, além de uma cozinha bem armada, contando com Rodrigo no baixo e Maurizio na bateria.
O Overlife Inc. nasceu em Agosto de 95, no ABC Paulista e logo de cara lançaram três demos, além de algumas participações em CDs independentes. A mais interessante delas, na Coletânea ?El Toro? do selo Pecúlio. O trabalho ouvido em ?Guia Prático De Como Se Expressar De Forma Simples? traduz a força do Hardcore nacional de maneira madura e persistente. Sem babaquices, é um dos bons registros do gênero neste início de 2002.
Comece ouvindo as pedradas incríveis pela abertura em ?Evoluindo? que mostra o poder logo de cara, além de ?Distante Daqui? com guitarra rápida e rasteira. ?Alma Perdida? é para gritar junto, ?Versus? tem uma levadona bem Califórnia e não deixa a desejar… Ah! Faixa bônus surpresa do Faith No More, ?Digging The Grave?, imperdível na forma de ?ghost track? aos três minutos e meio da faixa 13.
Ainda bem que nossas gravadoras independentes estão aí, firmes e fortes. Bons lançamentos, trazendo fôlego novo para o mercado fonográfico. Overlife Inc. é prova disto, e está aí para não me deixar mentir! Ouça, prestigie e tenha certeza que momentos irados explodirão de seu som!
Clique aqui e ouça a faixa ?Simples?.
Se você gostou de Overlife Inc., ouça também: Pennywise, Bad Religion, Nitrominds, Bambix, No Fun At All e Skin Of Tears.
LONG BEACH DUB ALLSTARS | Wonders Of The World
Lembram do Sublime?! Claro! Pois é… o Long Beach Dub Allstars é um combo irado de sete malucos que misturam muito de ska, punk, rock?n?roll, dub, reggae e hip-hop que surgiu das cinzas do Sublime. Depois da morte do vocalista Brad Nowell, por overdose de heroína, os remanescentes em vez de batalharem em cima da carreira já consolidada do Sublime, preferiram arrebentar em outras paradas. Daí, tudo levou à excesso de criatividade e muita música apetitosa!
Grandes participações fazem do álbum ?Wonders Of The World? uma preciosidade sonora. Uma verdadeira maneira de levar a vida, nos moldes californianos. Com influências das mais variadas, trazem uma levada bem parecida com o Sublime, mas com personalidade suficientemente poderosa para trilhar o próprio caminho.
A mistura é contagiante e enebriante, poder sonoro nas pontas dos dedos e nas pontas do que vocês quiserem… ?Sunny Hours? tem energia para dar e vender, com a participação especialíssima de Will.I.Am vocal do Black Eyed Peas, outra preferida é ?Life Goes On? com a moçada do Delinquent Habits, além de ?Luke?, faixa baseada na música ?I?m The Slime? do Frank Zappa e ?It Ain?t Easy? com meandros e fonte de inspiração do Red Hot Chilli Peppers na áurea época de ?Mother?s Milk? e ?Blood Sugar?!
O encarte poderia ser melhor, de qualquer forma é bem colorido e não tem as letras das canções. O disquinho vale pela diversidade do som, além da atitude frente ao novo movimento californiano das misturas insanas. Para rolar de cabo a rabo, sem tirar de dentro!
Clique aqui e ouça a faixa ?Life Goes On?.
Se você gostou do Long Beach Dub Allstars, ouça também: Black Eyed Peas, Delinquent Habits, Sublime, Red Hot Chilli Peppers e Cypress Hill.
NOW THING | 15 Dancehall Instrumentado
Aproveitando a levadona da quinzena, trago para os fãs de dub uma coletetânea imprescindível a qualquer coleção do gênero. Para os que já gostavam do estilo, ?Now Thing ? 15 Dancehall Instrumentado? traz a nata da produção do ragga e do dub jamaicano. Todo o legado musical de personalidades musicais como Lee ?Scratch? Perry, King Tubby e Scientist atormentando as mentes estagnadas em 15 faixas ardentes.
Usando o que há de melhor em termos tecnológicos, além da inquieta criatividade, muito baixo e batidas graves, ?Now Thing? mostra uma nova safra de profissionais de estúdio, músicos e DJs jamaicanos que empurram o dub para o mesmo caminho glorioso que seus antepassados famosos o levaram. Saiba que as faixas aqui apresentadas explodiram os salões da Jamaica, sem deixar pedra sobre pedra!
Tente começar ouvindo ?Aunty? de Ward 21 & Renegade, além de ?Bada Bada? do mesmo Ward 21, poder e energia na faixa ?Jigga?de Slam Productions e a complexidade sonora traduzida em brutalidade na música ?Warlord? de Andrew Bradford. Gosto também de ?Bad Moda? do Lenky & Frenchie. Cuidado! Boas doses de porradaria grave no disco inteiro, regule o grave no máximo e sinta o ?punch?! Mas, torça para não destruir seu auto-falante… depois não venha dizer que eu não avisei, hein!
Clique aqui e ouça a faixa ?Now Thing?, de Sly & Lenky.
Se você gostou da Coletânea ?Now Thing?, ouça também: Richard Browne, Ward 21, Annex Productions, Sly & Robbie, Goldfinga e Steely & Cleevie.
BUBBA SPARXXX | Dark Days, Bright Nights
Faz um tempão que não falo sobre hip-hop, hein? Este lançamento FNM / Universal Music traz uma vertente bem interessante do hip-hop tradiça… Quando ouvimos falar de brancos fazendo rap, logo vem a imagem de caras como Whitey Ford, ex-House Of Pain, Eminem ou aquele mané, como é mesmo o nome? Ah, Kid Rock! Ruim demais…
Bom, então engole esta: um gordão branquelo do interior do Estados Unidos, com pinta de fodão! Bem, é isto aí… Bubba Sparxxx tomou de assalto as freqüências moduladas (FMs) americanas com a faixa arrasa quarteirão ?Ugly?. Fora que o restante do disco é também muito bacana. Foge das mesmices instauradas. Exceção com certeza em um hip-hop vigoroso, com Bubba arrebentando em vocais sobre bases nada repetitivas.
O disco de estréia ?Dark Days, Bright Nights? arregaça as mangas e mostra à que veio! Produzido por uma das feras da atualidade do rap americano, Timbaland, trazendo criatividade musical além de boas rimas, retratando histórias que ficam entre a autobiografia e a ficção. Busque o hit ?Ugly? com os samples excelentes de ?Get Ur Freak On? de Missy Elliot, a molenga ?All The Same? com as participações de Backbone e Sleepy, além da porrada em ?Get Right?, a vibrante ?Twerk A Little?, a carregadona ?Regardless? e para fechar o disco na bela levada de ?Dark Days, Black Nights?.
O álbum como um todo se destaca da mesmice, é trabalho salvo dentre aquilo que estamos acostumados a receber como mais um cara, fazendo música datada, sem criatividade e elegância. Saiba que aquela história de rappers brancos aparecerem do nada e virarem astros intocáveis acabou… Bubba Sparxxx prova que com paciência, dedicação e muita personalidade, conseguimos passar por cima das barreiras fixas da música repetitiva e sem autenticidade. Busque este disquinho.
Clique aqui e ouça a faixa ?Ugly?.
Se você gostou de Bubba Sparxxx, ouça também: Cypress Hill, 2 Live Crew, NWA, Outkast e Eminem.
TOM WAITS | Alice e Blood Money
Não pense duas vezes… Estes dois lançamentos são puros e intensos demais para perdê-los. Nos idos de 70, a voz profundamente insana de Tom Waits embalava mentes e mais mentes perversamente contagiadas pelos temores e ansiedades da combinação lírica das personagens desesperadas, imprecisas e podres.
Até hoje, a voz grave e ríspida do famigerado comedor de almas vem atordoando nossas cabeças. Depois de seu último lançamento ?Mule Variations?, de 99, nos privou de boas sonoridades ?Waitianas?. Para compensar, em uma única pancada dois maravilhosos discos saem do forno e encontram paz em nossas prateleiras, ou melhor, em nossos auto-falantes!
?Alice? é o primeiro deles. São 15 canções retiradas de um espetáculo teatral que Waits e sua mulher Kathleen Brennan escreveram em parceria, especialmente para a peça de Robert Wilson, baseada em Alice, a obsessão e musa de Lewis Carroll. Sim! Aquela mesma de ?Alice No País das Maravilhas?. Petardos lindíssimos, abstraídos e revelados através de valsas antigas, baladas jazzísticas poderosas, muita música folk européia e tantas outras coisas não tão facilmente identificáveis.
Lindo! Lindo! Lindo! ?Alice? abre e se revela encantadora, a atordoante e pitoresca ?Kommienezuspadt? também vale o destaque, além de ?Table Top Joe? e ?We?re All Mad Here?, precisa dizer mais alguma coisa? Nada!
#?Blood Money? é a segunda e derradeira tacada de Waits para nossos corações insatisfeitos. São 13 músicas, também em parceria de sua querida esposa Kathleen Brennan, para a peça teatral livremente adaptada por Robert Wilson, demonstrando exatamente a declaração de Waits: ?Eu amo uma linda canção que conta coisas terríveis?. É isto que encontramos em ?Blood Money?, coisas terríveis, maravilhosamente colocadas em canções belíssimas.
O projeto busca a livre adaptação da peça ?Woyzeck?, escrita pelo poeta alemão Georg Buchner, em 1837, que conta a verdadeira saga de um soldado alemão atormentado por experiências horríveis e bizarras do exército, que o levam a assassinar sua amante. Tem alguma dúvida se este disco é bom?! Não tenha! Destaque para as maravilhosas ?Everything Goes To Hell?, ?God?s Away On Business?, ?Another Man?s Vine? e ?Starving In The Belly Of A Whale?.
As capas e a arte dos encartes são casos à parte. Muito cuidadosos em sua formatação precisa, com fotos lindíssimas, com direito à toda podridão característica do incrível Tom! Os dois discos são de foder! Não perca a oportunidade rara que a Sum Records está trazendo para a terra do futebol. Nada a declarar, tudo para se ouvir!
Clique aqui e ouça a faixa ?Kommienezuspadt? do disco ?Alice?.
E aqui para ouvir a faixa ?God?s Away On Business? do disco ?Blood Money?.
Se você gostou do Tom Waits, ouça também: Neil Young, Nick Cave, Randy Newman, Leonard Cohen e John Cale.