
Atualmente o surfe está evoluindo muito rápido. Quando falamos dos aéreos, por exemplo, tá ligado que tem gente mandando manobra tirada do freestyle motocross, como o “Super-man”. Dá só uma olhada neste link http://www.justairtricks.hpg.ig.com.br/cj.htm .
Nos EUA, Austrália, em algum canto da Europa ou América Latina, sempre vemos alguém se destacando por tentar quebrar os limites do impossível e se destruindo todo, além da prancha, só pela inexplicável sensação de completar uma manobra muito mais difícil.
Por isso, sempre vou apoiar a mulecada que se empenha em fazer esse tipo de coisa, ou seja, inovar. Pena eu não conhecer todos os brasileiros que surfam desse jeito pra mostrá-los aqui no “pé no saco”.

Mas um pequeno grupo de surfistas que mora nas redondezas de Santos já está mostrando isso, e eles têm quase o mesmo talento, se não o mesmo, e capacidade de voltar de aéreos no estilo dos aerialistas americanos, que infelizmente são os melhores – espero que isso não demore muito pra mudar. Eu já estou fazendo minha parte…
Espero que apareça em breve um circuito internacional só de aéreos, pra nós brasileiros provarmos o que realmente somos capazes de fazer a cima do lip. E, se tudo der certo, ganharmos dinheiro pra sobreviver nesse país mandando muitos aéreos, que não é todo mundo que faz, e chama muita atenção de todo tipo de surfista e banhista (quando toma quilhada na cabeça heheh, brincadeira). E eu nunca vou cansar de dizer: “PATROCINADORES, ABRAM OS OLHOS”.

Os donos de marcas mais espertos já estão se adiantando e ajudando o surf progressivo nacional a crescer. Pena que essas marcas sejam tão poucas, mas isso com o tempo vai mudando. Tem que dar apoio mesmo porque este é o surf do futuro, e tem que incentivar essa galera que quer voar e não fazer ao contrário, falando pra dar batida e toda essas antiguidades.
Se o cara gosta de dar batida, deixa ele. Cada um surfa como gosta e como precisa pra se sustentar ou se sentir bem. Mas falo com toda a certeza que o que chama mais atenção é aéreo. Não tem boi. Quando um cara que mandou vários vôos sai da água e quem tava na areia viu, vai ficar tudo olhando pra prancha pra ver os patrocínios e como não vai ver nada e vai até estranhar. Tô falando isso porque já vi isso acontecer algumas vezes…

Por isso acho que esses mulekes merecem ser reconhecidos e ter diversos tipos de apoio, seja na revista, na televisão ou na internet. Hoje vai ser a vez do meu camarada Gustavo Nastasi deixar sua marca por aqui. Fiz uma rápida entrevista com ele e a colocarei logo abaixo, seguido das fotos que é o que mais interessa.
Gustavo no momento está “de molho” devido a uma forte torção no pé por causa de um aéreo. Ele aterrisou errado, mas logo estará de volta ao surf. E em breve mais destaques aparecerão na área, fiquem espertos e “open your eyes”.
Queria agradecer meus brothers Santiago, Dado e Renato da Osíris pela grande força. Caras como esses merecem mais do que um simples agradecimento, por acreditarem e incentivarem o surf moderno e seus “seguidores” a voar, e botar fé em si mesmo. VALEU e boa sorte!
“United we stand tall, divided we will fall”.
Momentos rotineiros de Gustavo Nastasi

Nome, local, idade e tempo de surf: Gustavo, Santos, 21 anos, nove de surf.
Como começou a surfar e por que? Comecei com a prancha do meu irmão porque ele tinha parado de surfar.
Patrocínio, apoio ou porra nenhuma: Lost e Jorge Dornellas (Mong Dreams) de prancha.
Filme de surf favorito: “What’s Really Goin’ Wrong” e “The Decline of Surfing Civilization”.
Em quem ou em que vc se inspira? Caras que inovam o surf com manobras aéreas, como Fletcher, Aron, Crimo e Archy.
Música: Punk.
Coisa pra comer: X-burger ou pizza.
Tipo de onda que dá pra detonar: Onda em pé ou buraco.
Uma mulher dos sonhos: Que não seja muito gorda. Pode ser loira, morena, negra ou japonesa, mas eu tenho preferência pelas ruivas.
Melhor manobra sem ser tubo: Manobras aéreas.
Melhor prancha: Minha fish 5.7 que o Jorge Dornellas fez
O o que te deixa injuriado?: Mentiras, crowd e onda gorda sem lip
Passado, inferno, digo… presente ou futuro? Presente, é o que eu estou vivendo
Onde surfa e por que? Santos, quando tem onda em frente à minha casa. Mas eu surfo mais no Guarujá, por ali ser mais constante.
Manobra mais difícil: “The crimo shinkwrap”.
Foto ou filmagem? Os dois têm seus valores mas filmagem é mais real
Futuro das manobras técnicas: Estão evoluindo cada vez mais, a tendência é essa.
O que odeia fazer mas é obrigado? Estudar.
Alguma coisa a acrescentar? Seja você mesmo, crie sua próprias pegadas e lute por seus direitos.