Surf seco

Nova geração 2003

Neste final de semana no Guarujá rolou na praia do Tombo o campeonato Hang Loose da mulecada. Acompanho esse circuito há alguns anos, desde a época do Piu Pereira, Rato Fernandes, Binho e Renatinho, Tânio e Marco Pólo, Raoni e Leo Neves, Marcondes e Pigmeu, recentemente Simão Romão, Thiago Biancchini, fora inúmeros outros.

 

Esse tipo de campeonato só para menores de 18 é muito popular há anos na Austrália. Revela e treina inúmeros talentos. Em países como o Brasil, que tem muitos muleques bons de norte a sul, esse tipo de competição é uma das mais interessantes no meu conceito hoje, já que ela é aberta para todos competidores do  Brasil.

 

O limite de participantes é o único problema, porque o tempo é limitado, apenas sábado e domingo. Com a popularização e a massificação do esporte dos reis aqui no Brasil, sugiro para os interessados a realizaçao de um grande evento Pro/Am Júnior – abaixo de 20 anos, para aumentar ainda mais o nível – e incluir o Pro/Am Sub 20 – já que um garoto de 20 ainda é muleque.

 

Com quatro dias de competições e uma boa premiação em caderneta de poupança para os pequenos, acho que seria um show.

 

O Campeonato incluiria todas as categorias, desde a ‘mosquito’, petit, estreante, iniciante, mirim, junior e pro/am até 20 anos.

 

Nesta primeira etapa vi uns muleques em plena evolução. Vou citar alguns nomes, fora muitos que eu vi arrepiando, mas não sei nem o nome ou a procedência.

 

O que me chamou a atenção [o que eu vi]:

 

Wigoly Dantas: Garoto de Ubatuba, irmão da Suelen Naraisa. Ele está dando curvas de frontside muito na base [definindo] e entrando reto no lip muito fácil [tem apenas 13 anos e dez de surf].

 

Riquinho Wanderbill: Garoto de Florianópolis, filho do saudoso top shaper Wanderbill. Com 15  anos, evoluiu muito desde que o vi dois anos atrás na praia Mole. Tem garra como competidor, estilo, pressão proporcional ao seu peso e muita noção de como pontuar uma onda [linha].

 

Fabrício Caraça: Evoluiu muito neste último ano e, depois de passar por uma meningite, voltou irado. Manobrando forte com uma linha ótima.

 

Nathan Brandi [11 anos]: Está competitivo e radical. Vi acelerando e manobrando com vontade.

 

Camarão [Camburi]: Manobras rápidas, surf ligeiro. Mandou bem na vala. Um dos poucos regulars.

 

Junior Faria: Mandou um aéreo chutando a rabeta para o alto numa finalização que me impressionou no sábado. Competiu bem demais, melhorará suas notas com o aumento da pressão nas manobras.

 

Alemãozinho da Poucafarinha: Um muleque bem pequeno, goofyfooter, que segundo informações, mora na poucafarinha – praia voltada para Santos [Guarujá] e que pedala todo o dia para praia [estradinha é um matagal show, porém é longe]. Ele tem uma linha animal, manda manobras fortes, aproveita até a beira e é raçudo, dono de um mini-powersurf.

 

Matheus Toledo: Infelizmente não assisti nenhuma bateria dele.

 

Miguel Pupo: Não assisti a bateria. Só falei com esse muleque muito sangue-bom.

 

Show da mulecada. Valeu Silvério, equipe, competidores e a Hang Loose por mais um ano plantando e regando novos talentos. 

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