
O clima no Hawaii varia muito durante o dia. Pode amanhecer com sol, céu azul com uma pequena brisa e em menos de 10 minutos tudo pode mudar, com chuva e ventos fortes.
No último domingo foi assim. O dia amanheceu com céu azul e sem nenhuma nuvem, fui checar as bancadas de Pipe, Backdoor e Off-The-Wall, pois o swell era de Norte-Oeste com tamanho entre 6 a 8 pés.
Chegando à praia vi que alguns surfistas estavam nas direitas de Off-The-Wall e Backdoor, então me posicionei mais à esquerda da praia, quase em frente de Rockpiles.

Essa visão para a filmagem de Backdoor é
alucinante, você praticamente vê o surfista dentro do tubo mostrando toda a sua habilidade para tentar sair.
Vários surfistas estavam dividindo o pico, apesar do crowd já ter diminuído bastante em relação ao inicio da temporada, quando é aquela loucura de profissionais tentando o melhor momento da vida pessoal e profissional.
Mas em menos de 40 minutos um forte vento maral começou a surgir no horizonte e a alegria acabou tanto para os surfistas como para os fotógrafos. O jeito foi pegar a bike e voltar para casa para tentar adiantar alguns trabalhos.
Na hora do almoço mais ou menos, o salva-vidas brasileiro que reside no Hawaii Vitor Marçal, que me recebeu em sua casa, ligou avisando que o vento estava bom em Laniakea e que alguns kitesurfers estariam por lá.
Nunca havia filmado kitesurf nas ondas de Laniakea e estava exausto de trabalhar trancado em casa. Peguei minha bike novamente e fui até Waimea buscar o carro do Vitor, pois achei que indo de bike eu demoraria mais e o vento poderia acabar.
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Chegando em Laniakea vi vários kitesurfers surfando nas direitas, como Kevin Jenn, o ?Top Hat?, Reo Stevens, Felix Pivec e o brasileiro João Maurício Jabour, entre outros,quebrando as ondas de 4 pés mexido.
Fiquei impressionado, os kitesurfers adaptaram o surf e estão realmente surfando as ondas com pranchas de surf e kite nessas condições.
Eram cavadas, batidas, rasgadas e desgarradas como no surf de remada, mas com a ajuda do vento faziam tudo isso em alta velocidade e com muita pressão. Alguns surfistas estavam usando alças e outros não.
O que me chamou a atenção foram algumas manobras como loop ou backflip que o kitesurfer Reo Stevens estava treinando e algumas batidas retas e até algumas tentativas de tubo como do kitesurfer Skip. Fico só imaginando o que esses caras estarão fazendo daqui alguns anos.
Com as típicas mudanças nas condições, nem preciso dizer que logo o vento começou a parar e os kitesurfers começaram a sair da água, mostrando que no Hawaii quem pratica mais de um esporte nunca vai ficar parado.
Pode muito bem sair de um Backdoor perfeito e ir diretamente para uma condição perfeita para o kite ou até algum outro esporte que ofereça as mínimas condições. Como de praxe, no fim de tarde rolou aquele pôr-do-sol.
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Aloha