Bodysurfing, surf de peito ou ainda, em havaiano, “he’e umauma” ou “kaha nalu”, foi praticado por havaianos em tempos remotos no pico hoje chamado Pipeline.
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Acredita-se que o bodysurfing em Pipeline foi inspirado por golfinhos que ali surfavam, muito tempo antes do surgimento de qualquer tipo de prancha. É com esse espírito que está aberta a janela de espera para a 36a edição do Honolua Pipeline Bodysurfing Classic, de 27 janeiro a 6 de fevereiro, na ilha de Oahu.
Esse evento é o campeonato mais antigo do Hawaii, onde “surfistas de peito” de diversas partes do mundo celebram as raízes do esporte, surfando ondas grandes e perfeitas sem nenhum tipo de prancha, apenas com um par de nadadeiras.
Os verdadeiros watermen desafiam ondas de 6 a 10 pés havaianos (4 a 5 metros de face), no dia em que Pipeline estiver com suas melhores condições de swell e vento.
As previsões indicam que a próxima quarta-feira será um possível dia para o evento, mas vale a pena conferir diariamente no site Billabongpro.com, sempre a partir das 16 horas (horário de Brasília) para acompanhar ao vivo um show de tubos e de fluidez.
As baterias são de 20 minutos, com 6 atletas por bateria. Consegue as melhores pontuações quem pegar as maiores ondas, dropando no local mais crítico, percorrendo a maior distância possível, com domínio sobre seus movimentos e sobre a onda. Ou seja, aquele que estiver mais integrado com a onda, de preferência saindo de tubos profundos, estará a frente no campeonato.
A equipe brasileira conta com quatro atletas de peso: Rodrigo Bruno, ou “Mad Professor”, que na sua primeira temporada, em 2006, chegou à final; Henrique Pistilli e José Carlos “Cainho”, que treinaram em picos como Fernando de Noronha, Indonésia e hoje estão em sua terceira temporada em Pipeline; Rodrigo Soares, o atleta mais regular no ranking brasileiro, que volta a Oahu depois de 14 anos.
Rogério “Caju”, o melhor atleta brasileiro em Pipeline ao descolar a terceira colocação em 2000, não comparecerá ao evento por motivos pessoais. Caju vai ser papai de gêmeos, mas todos torcem para sua
volta em 2009, surfando com seu jeito único em sua 10a temporada havaiana.
Atletas como Kelly Slater, Tom Curren, Rob Machado e até mesmo Donavan Frankenreiter já participaram de algumas edições e comentam em diversas entrevistas que praticam o “surf de peito” não só para melhorar seu desempenho, mas principalmente para sentir uma integração plena com as ondas e com o oceano, pois o corpo do surfista fica todo em contato com a parede da onda, proporcionando uma sensação muito mais pura do esporte.
Nesta edição, atletas havaianos renomados como Mike Stewart, Mark Cunningham, Steve Kapela, Todd Sells e Keith Malloy estarão disputando o título com um total de 60 atletas de altíssimo nível da Califórnia, Austrália, França e Japão.
Se você ainda possui a imagem do antigo “jacaré” como a única forma de surfar de peito, vale a pena conferir as fotos, acompanhar o evento online ou navegar pelos links abaixo. Você pode se surpreender e se apaixonar pela forma mais antiga e pura de surfar.
Para obter mais informações sobre o bodysurfing, visite os sites Billabongpro.com, Pipebodysurf.com, Bodysurfer.com.br e Golfinhodourado.com

