
Terceiro colocado no Snickers Australia Open, encerrado no último final de semana em Maroubra, o catarinense Neco Padaratz trocou uma idéia na praia com a dupla de brasileiros Ricardo Santos e Cláudio “Pona”.
Neco acredita que teve uma onda mal avaliada na final vencida pelo norte-americano Kelly Slater, mas ficou emocionado com a torcida brazuca na etapa. Até o locutor da prova comentou que Neco era o surfista de maior torcida na final. Confira a seguir dois depoimentos de Neco durante a etapa, antes e depois da final do Snickers Open.
Antes da Final

Depois de correr três baterias com Kelly Slater, agora vocês estão indo para final. O mar está ruim, mexido e quem pegar uma onda boa já fica em vantagem. Qual a sua expectativa?
Na final o surf sempre fica mais tranqüilo, menos pressão para passar mais uma bateria. Agora, é hora de usar as últimas forças para conseguir um bom resultado e tentar derrubar o “homem”.
Você esperava essa quantidade de brasileiros torcendo, segurando nossa bandeira e gritando seu nome? Até Sampa eles tocaram…
Para mim, é gratificante. Quando saí da água até me emocionei. Para mim isso vale mais que um troféu, vencer. É alucinante ver todo mundo longe de casa na correria, batalhando a vida de cada um, todos unidos e dando uma força. Fiquei até meio trêmulo.
Boa sorte, conversamos depois da final.
Depois da Final
O que faltou, onda ou sorte?
Acho que faltou onda, um pouco de sorte, atenção dos juizes, um pouquinho de tudo.
Então você acha que suas ondas não foram bem julgadas?
Acredito que uma onda minha não foi bem valorizada, a diferença do segundo para o terceiro foi muito grande. Isso me deixou meio triste dentro da água. Mas eu estava tranquilo, tentando fazer o melhor para manter a bandeira brasileira sempre no pódio.
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