Neco Padaratz desfalca equipe brasileira em Teahupoo

O catarinense Neco Padaratz enviou uma carta à imprensa para explicar porque desistiu da disputa do Billabong Pro, em Teahupoo, Tahiti.

 

Na carta, o atleta afirma que não está preparado psicologicamente para superar o trauma provocado pelo acidente sofrido naquela onda na etapa de 2000.

 

Vetea David, ex-top 44 do WCT e um dos maiores especialistas em Teahupoo, substitui o brasileiro.

 

Por isso, foi alterada a relação das baterias (veja a nova relação no pé da página).

 

O período de espera para a realização do evento começa nesta terça-feira (06/05) e vai até o próximo dia 18 de maio. Para obter mais informações acesse os sites Aspworldtour.com e Billabongpro.com .

 

Confira a íntegra a carta de Neco

 

“Bem pessoal,
 
Imagino o que muitos estão pensando e perguntando: qual será a desculpa desta vez?
 
Nunca houve desculpa para eu não ir ao Tahiti, sempre falei a verdade. Os problemas que tive nos anos anteriores só fizeram com que eu adiasse a decisão mais importante da minha vida. Hoje estou em condições físicas para enfrentar Teahupoo, mas não tenho condições psicológicas para enfrentar o pior fantasma da minha vida.
 

Eu já havia decidido que não voltaria lá, mas algumas pessoas próximas a mim tentaram me ajudar a enfrentar este problema e por isso adiei até o último momento, ou seja, antes de embarcar neste domingo. Todos têm medo daquela onda, quem não teria, mas uns conseguem controlar este sentimento, outros não.

 

Todo ser humano tem seu limite e hoje, meu limite é Teahupoo e não tenho problemas com outras ondas no mundo. Teahupoo é uma onda que não permite hesitar, pois pode ser fatal a vida de quem tem que tomar a decisão. Hoje não me encontro totalmente preparado para tomar uma decisão sem hesitar neste lugar e minha vida vale muito mais do que aquele prêmio em dinheiro.
 
Quero me desculpar com as pessoas que decepcionei e que me apoiaram até o fim e agradecer aquelas que continuam me apoiando na decisão mais difícil da minha vida. E aos críticos de plantão que já especulavam sobre isso, quero dizer uma coisa. Não tive coragem de enfrentar aquela onda novamente, mas tive muita coragem para admitir que hoje não estou preparado para isso.
 
A todos quero deixar claro que antes de tornar-me surfista profissional, meu amor a primeira vista pelo surf sempre foram as ondas grandes. Minha onda predileta é Sunset. Irei especializar-me nesta onda e voltarei convicto de conquistar este meu desejo.
 
PS: O ano ainda não acabou e tenho direito por regra a dois descartes.
 
Um grande abraço
 
Neco Padaratz”

 

Billabong Pro Teahupoo – baterias da primeira fase

 

1 Kelly Slater (EUA), Armando Daltro (Bra) e Tom Whitaker (Aus)
2 Luke Egan (Aus), Michael Campbell (Aus) e Toby Martin (Aus)
3 Taj Burrow (Aus), Paulo Moura (Bra) e Luke Stedman (Aus)
4 Kieren Perrow (Aus), Luke Hitchings (Aus) e Tim Curran (EUA)
5 C.J. Hobgood (EUA), Guilherme Herdy (Bra) e Danilo Costa (Bra)
6 Dean Morrison (Aus), Michael Lowe (Aus) e Beau Emerton (Aus)
7 Mark Occhilupo (Aus), Shane Dorian (Haw) e Conan Hayes (Haw)
8 Andy Irons (Haw), Cory Lopez (EUA) e Vetea David (Tah)
9 Joel Parkinson (Aus), Jake Paterson (Aus) e Alain Riou (Tah)
10 Mick Fanning (Aus), Phillip MacDonald (Aus) e Hira Terinatoofa (Tah)
11 Shea Lopez (EUA), Darren O’Rafferty (Aus) e Chris Davidson (Aus)
12 Daniel Wills (Aus), Lee Winkler (Aus) e Victor Ribas (Bra)
13 Kalani Robb (Haw), Peterson Rosa (Bra) e Trent Munro (Aus)  
14 Damien Hobgood (EUA), Nathan Hedge (Aus) e Fábio Gouveia (Bra)  
15 Pat O’Connell (EUA), Richard Lovett (Aus) e Nathan Webster (Aus)
16 Taylor Knox (EUA), Flávio Padaratz (Bra) e Shane Powell (Aus)

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