
Muitos já devem ter ouvido falar das extensas esquerdas do Atalaia, em Santa Catarina. Cobiçada pela qualidade internacional de suas ondas, apresenta um surf violento e perigoso.
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Às vezes é impossível surfar se você vem de fora; há até notícias de carro sendo empurrados para a água.
Do outro lado da barra do rio começa uma praia pouco conhecida e com seus oito quilômetros de extensão; é o pico mais constante da região norte catarinense.

A praia de Navegantes começa nos molhes, onde quebra uma direita cavada enroscando nas pedras, e vai até a praia do Gravatá.
A vegetação nativa e pouco tocada contribui para o clima selvagem encontrado mais ao meio da praia. Ali, o surfe pode ser calmo e solitário.
Quando a ondulação acerta com um fundo perfeito, a onda abre até cravar as quilhas na areia, proporcionando tubos largos e uma parede em pé, mas cobrando uma remada longa até o pico de volta.
Algumas valas que se formam ao longo da praia são procuradas com maior freqüência. Entre elas, a melhor é a Embratel, que oferece direitas e esquerdas bem alinhadas.
No dias grandes, o surfista tem a opção de entrar pelas pedras. É onde os locais preferem surfar. Depois vem uma sucessão de “valinhas” que você pode surfar sossegado com os amigos: em frente à praça, Coco-Loco, Toca, Posto 2, meia praia, etc.
Ao norte, a praia termina no Gravatá. As pedras da Miraguaia formam uma onda mais gorda e bem manobrável, ideal para os longboarders, e no costão do Galheta tem uma saída de rio que suporta grandes ondulações vindas de Sul.
Navega, como chamam os surfistas, é uma cidade tranqüila e acolhedora. Mais agitada no verão, é no outono e inverno que rolam as melhores ondas.
Tempo de pinhão, quentão e fogueira na areia. O frio espanta um pouco os banhistas e a roupa de borracha é essencial para um surf confortável. No inverno os dias são ensolarados e a noite estrelada e fria.
Para quem vem de Balneário Camboriú ou Itajaí, a travessia do rio Itajaí-Açu é feita de Ferry-Boat e no percurso você pode se deparar com um enorme navio cargueiro passando bem pertinho, indo para um dos maiores portos do Brasil em movimentação de contêiner.
A industrial naval é bem desenvolvida no município e os estaleiros da região são procurados por barcos de vários estados. Por isso, Navegantes tem uma ligação forte com Macaé, no Rio de Janeiro, Santos no litoral norte paulista, além da cidade de Rio Grande na saída da Lagoa dos Patos.
Os traços da colonização Açoriana se fazem notar na tradição da pesca artesanal, na fala característica dos moradores mais antigos e em alguns costumes típicos.
Antes de ir embora, passe no Neno e coma um pão com bolinho para forrar a barriga. Consulte as marés, ondulação e vento previstos. Vá a DabalboSurf, aproveite e olhe se não tem uma foto sua naquele dia de altas ondas.