
O nascimento do surf profissional organizado se deu em 76, quando foi concebido o primeiro Circuito Mundial de Surf, com etapas em vários países.
A ASP, órgão que atualmente governa o surf mundial, foi criada em 83 e a partir do ano de 86 começou a incluir a disputa da categoria longboard em algumas etapas do circuito mundial de pranchinha, tendo em vista o crescimento da modalidade.
No primeiro ano da disputa o australiano Nat Young provou ser o mais competitivo surfista da modalidade.
Nat havia já se tornado campeão do mundo em 66, quando as pranchas convencionais tinham mais de 9 pés, num campeonato de âmbito mundial realizado em San Diego que ocorria a cada dois anos, hoje transformado no Mundial Amador da ISA.

Na edição de 68 do evento em Porto Rico, Nat Young era o favorito e utilizava pranchas bem menores com cerca de 8 pés. Era o início da revolução das pranchinhas. Apesar do favoritismo de Nat o campeão do evento o havaiano Fred Hemmings que surfou utilizando as pranchas com mais de 9 pés.
A partir dos anos 70, Nat Young se retirou do cenário competitivo, mas nunca deixou de mostrar sua categoria, com pranchas de qualquer modelo.
O longboard nunca desapareceu de vez em lugares como Austrália, Califórnia e Makaha, em que point breaks perfeitos convidavam para a prática da modalidade. Em lugares de ondas mais radicais, como o North Shore de Oahu, eles praticamente sumiram.
Aqui no Brasil também eram raríssimos os surfistas que ainda praticavam o pranchão.
Vinte anos após obter seu primeiro título mundial, Nat Young dominou o cenário do longboard moderno obtendo quatro títulos mundias da categoria nos anos 80.

Seu filho seguiu seus passos na carreira de surfista profissional e se tornou em 2000 no mundial da Oxbow realizado no Brasil campeão mundial de longboard, exatamente 10 anos após o último título obtido pelo pai.
Curiosamente foi Nat Young quem catalisou a extinção e o renascimento do longboard.