Não é fácil ser profissional

Olá galera!

 

 

O mar aqui no Hawaii está bem estranho. Quem vive aqui diz que não é normal. Está muito grande, mas com o vento errado.

 

Ou seja, o mar está todo mexido e é difícil encontrar pico bom para surfar. Por isso aproveitei para ver a decisão do título mundial em Pipeline. Torci para o Kelly Slater e até fui tentar tirar uma foto dele, mas por onde ele passa vai junto uma multidão.

 

Aproveitei que sou pequena e só consegui me enfiando no meio das pernas do povo.
Mas, ele surfa muito. Foi legal ver ele surfando bem na minha frente.

No final deu o Andy Irons. Também gostei porque ele é do mesmo time que o meu, a
Billabong.

 

Além de surfar, ver os campeonatos e evoluir, estou aprendendo bastante sobre como ser uma atleta profissional, mesmo ainda sendo uma surfista amadora.

É preciso ter equipamento certo, saber a hora da maré, a roupa para vestir, e
tomar certos cuidados com adesivos nas pranchas.

 

No final de semana antes de viajar, eu levei uma bronca porque faltou adesivo nas minhas pranchas quando eu estava arrumando tudo para vir. Um pessoal da Globo foi lá em casa fazer uma matéria.

 

Eu tinha acabado de chegar de São Paulo e tivemos que pegar estrada de madrugada e com um diluvio caíndo na cabeça. Quase batemos o carro.

 

Acordei com a repórter dentro da minha casa. Chovia muito em Matinhos e não tinha ondas no dia. Quase que não dá certo. Mas, eles toparam fazer porque tinham imagens minha de arquivo.

E acabaram filmando só o meu quarto. Mostraram eu arrumando a mala e fizeram um monte de perguntas.

 

Como foi tudo corrido, não deu tempo de colar os adesivos. E, quando fui colocar, o pessoal da TV disse que era melhor não colar, pois eles não poderiam filmar as pranchas e a matéria não iria rolar.

 

Como eu estava vestida dos pés a cabeça com as roupas do meu patrocinador,
topei. Não ia perder a chance de dar retorno aparecendo na Globo.

 

Mas, depois me arrependi. Ouvi tanto que aprendi que nestes casos o melhor é
nem dar entrevista. Devia ter mandado o pessoal da Globo para casa!

 

beijos

 

Bruna

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)