Quiver

Na onda da fish

Tom Curren é o responsável pela volta dos modelos fish. Foto: Douglas Cominski / Shotspot.com.br.

Desde que Tom Curren apareceu na etapa francesa do circuito mundial de 1993 com uma fish 5’5’’ biquilha dos anos 70, o número de surfistas que incluíram uma destas em seus quivers cresceu bastante.

Naquela ocasião, Curren estava um tempo afastado das etapas da ASP e derrotou o australiano Matt Hoy na final com uma prancha comprada usada em uma lojinha em Ocean City, New Jersey (EUA).

O mestre do estilo provou para o mundo como surfar, de forma moderna e em alta velocidade, na prancha que parecia mais uma peça digna de ficar exposta em um museu de surf.

A galera se animou com o que viu e, desde então, os shapers mundo a fora fabricam diversos modelos de pranchas fish retrô e egg designs, utilizando a concepção das mini-models antigas somada a rockers e concaves modernos, isso sem falar nos materiais atuais.

O resultado não poderia ser outro. As encomendas não pararam de crescer, sobretudo no verão. Aqui no Brasil, onde as ondas não ganham um tamanho tão expressivo no inverno, hoje em dia, é difícil chegar ao pico e não ver ninguém com um brinquedinho destes.

Afinal, qual é o surfista que não curte experimentar uma pranchinha cinco ou até oito polegadas menor do que a que está acostumado a surfar? É isso, por ser bem mais larga e com mais área de bico, o que facilita muito a entrada nas ondas, a galera esbanja estilo, passando seção por seção das ondas, em pranchinhas bem pequenas, com pouca curva e muito rápidas!

Isso sem falar naquela galera que acha que está ficando muito velho ou pesado para surfar de pranchinha. Esse discurso já era. Com a volta das fish’s, isso acabou! Tem gente de todas as idades e portes detonando no outside e voltando a se divertir em um nível que parecia fazer parte do passado.

 É o verão vem chegando, as ondulações vão diminuir um pouco, mas a diversão pode continuar. Quem ainda não deu uma surfada com uma fish, certamente, ficará de bobeira ao ver como uma pranchinha dessas pode tranformar uma caída em um mar com condições desanimadoras em uma session revigorante!

Aqueles que ainda não têm uma fish no quiver, com certeza, vale a aquisição!

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)