Surf na selva

Na captura da pororoca

Sergio Laus durante aquecimento na pororoca do rio Araguari, Amapá. Foto: Luis Rodrigo.

Depois de uma longa viagem de 18 horas navegando no rio Amazonas até entrar no rio Araguari, no Amapá, a equipe Surfando na Selva chegou ao ancoradouro da Princesa, último ponto antes de avistar a foz do rio em que a pororoca chega com mais força.

 

Clique aqui para ver as fotos

 

A saída aconteceu na noite do domingo e a chegada na segunda de tarde. A equipe arrumou todos os equipamentos e fez algumas reuniões para ajustar o entrosamento.

 

Na última terça-feira, acordaram às 3:30 hs da manhã e saíram para a captura da pororoca ainda no breu da noite.

 

O paranaense descansa para tentar quebrar o próprio recorde de permanência na onda de rio. Foto: Luis Rodrigo.

?As dificuldades eram muitas, pois não se enxergava nada. Chovia muito e a navegação era garantida apenas pelo GPS. Nos primeiros momentos de luz do dia, avistamos a pororoca já quebrando imponente, sozinha na selva?, comenta Sergio Laus, especialista no fenômeno e na busca de um novo recorde de permanência na onda.

 

?Com a adrenalina a mil, pulei da lancha e já me preparei para o jet-ski fazer a aproximação do momento mais crítico da onda. O objetivo era apenas um: o recorde mundial. A onda passou pequena, perdeu força após a primeira bancada, mas após insistir em sua captura a pororoca abriu com força levando à equipe a loucura?, continua Laus.

 

?No entanto, naquele momento já não era possível quebrar o recorde, por isso aproveitamos para captar imagens e colocar a prancha no pé. Há um mês estive no Araguari e a bancada está muito semelhante, assim posso desenhar a minha rota na busca de uma nova marca?.

 

Essa foi a primeira de cinco tentativas e nesta quarta é dia de lua nova, a maré deve crescer até sexta-feira.

 

Na quarta-feira 16, exatamente às 5 horas da manhã, a equipe Surfando na Selva saiu do Igarapé da Fazenda Campo Novo em direção a foz do rio Araguari, Amapá. Após uma hora de lancha surgiu uma impressionante massa de água marchando do oceano para dentro do rio.

 

A pororoca, que traz medo para alguns, também pode levar emoção, adrenalina e felicidade para outros. Laus entrou nos primeiros momentos da pororoca do Araguari. Enfrentou condições difíceis em que a onda iniciou pequena e mexida, com muita espuma. Após os 10 primeiros minutos de onda, a ondulação começou se encaixar na bancada.

 

Após 17 minutos de onda contínua, o tamanho triplicou para 1,5 metros com muita força e velocidade. Quando passava dos 25 minutos, Laus caiu na miragem da pororoca e perdeu o momento decisivo da onda, que por segundos ergueu novamente e quebrou por mais 15 minutos.

 

O resgate foi rápido, mas o restante da bancada não tinha tempo suficiente para o recorde. As próximas bancadas acabaram sendo desfrutadas pelo restante da equipe para que Laus descansasse da longa distância percorrida: oito quilômetros surfando sem parar.

 

Nesta quinta-feira haverá mais uma tentativa de quebra de recorde. O envio das informações é uma transmissão on-line via satélite direto da Floresta Amazônica, no rio Araguari ? Amapá, graças a parceria entre a ONG Maré Amazônia e o Navegar Amazônia.

 

Para obter mais informações acesse os sites Surfando na Selva e Navegar Amazônia.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)