Abominável surfista das neves

Moutinho revive era do gelo

Christian Moutinho em ação na Califórnia (EUA). Foto: Nick Borelli.

Desde o ano passado, estou com patrocínio da Rip Curl North America e pranchas Sitka. Tenho dedicado parte do meu tempo à minha escola de surfe, a Mother Ocean Surf, e viajado em busca de ondas inexploradas no extremo norte do planeta, em picos no Alaska, Nova Scotia, México, El Salvador, Panamá, Guatemala e outros lugares da América Central.

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Ao sair do Brasil, minha vida mudou radicalmente. Em vez de sair da minha casa, no Recreio, e surfar com meus amigos somente de bermuda, agora estou vivendo uma vida de viagens para surfar ondas geladas e perfeitas. Algumas vezes ao ano, também busco as ondas perfeitas da América Central.

Carioca explora tubos gelados no Norte do Canadá. Foto: Ashley Hamilton.

No extremo norte do planeta, você encontra ondas de difícil acesso, porém, de alta qualidade. Muitas vezes o frio é desestimulante, mas a recompensa vem após a primeira onda.

A roupa de borracha é extremamente importante. Caso não tenha um bom equipamento, a sua performance acaba sendo prejudicada pelo frio, que é constante.

O surfe está sempre inovando e novos picos estão sendo descobertos a cada dia. Estou na função de buscar novas ondas nestes próximos anos. 

Equipamentos como internet, cartas náuticas, imagens de satélites, entre outros recursos, tornam a busca um pouco mais fácil. Com o apoio da Rip Curl e Sitka Surfboards, tenho conseguido ir atrás deste sonho.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)