Meu nome é Marcello Augusto Minutti, muitos me conhecem como “Morcego” ou “Morceguinho”. Sou de São Paulo, tenho 40 anos e sou surfista há 32 anos. Nesse tempo tive a oportunidade de viajar algumas vezes para surfar fora do Brasil, e com certeza em nenhuma delas, por mais difíceis que fossem, passei uma situação semelhante como a que passei fazendo minha primeira surf trip para fora do Brasil com a TAM.
A TAM, como todos sabem, tem o orgulho de dizer que é a melhor para voar, orgulho de ser brasileira etc… agora o que eles não dizem são as entrelinhas do negócio. Por isso vou relatar o que passei.
Antes do carnaval, em fevereiro de 2009, fiquei sabendo da promoção para Lima, Peru, por US$ 99 ida e volta e resolvi surfar no Peru. Embarquei dia 05/03/2009. No dia anterior, liguei para a TAM para saber quanto cobram para o transporte das pranchas de surfe e obtive a informação de que são US$ 75 pelo pacote.
Até aí tudo bem, afinal US$ 75 estava dentro da média mundial para levar “Surfboard Travel Bag”. Porém, ao chegar no check in da TAM no dia 05/03/2009, por volta de 7 horas, o funcionário me perguntou quantas pranchas tinham em minha capa e eu honestamente respondi três pranchas. Ele simplesmente virou para mim e disse tudo bem são US$ 75 por prancha e isso é igual a US$ 225!!!
Àquela hora meu mundo desabou. Sabe quando parece que você está sonhando? Respondi para o rapaz que não concordava, que tinha ligado um dia antes e confirmado o valor pelo pacote todo e não por pranchas individuais, que outras empresas aéreas não cometiam essa extorsão, e que dia 07/03/2009 era meu aniversário de 40 anos e nunca nas minhas viagens havia tido uma despesa dessa monta com pranchas.
Nada adiantou. Então, pedi para falar com o responsável e que na TAM chamam de líder! Apareceu um tal de Souza – na TAM eles não dão o nome completo do funcionário, porque será? Souza, ao chegar com a guarda armada, foi completamente ríspido, dizendo mentiras como a que a Infraero passa a capa das pranchas no raio-x e que se a TAM cobra menos pranchas “se ferra”.
Ora, que histórinha mal contada, justo para mim, macaco véio nesse treco! Nunca vi aquilo em toda minha vida! E por aí foi até eu pagar os US$ 225, senão não embarcaria!
Tive uma carga de stress absurda. Uma trip que deveria relaxar quase acaba com a minha alegria de viajar, afinal o dinheiro está difícil para todo mundo e US$ 225 só para levar as pranchas numa passagem de U$ 99! Que mundo é esse o da TAM?
Na volta foi a mesma coisa, porém eu deixei uma prancha no Peru. E como só tinha duas, tive que pagar mais US$ 178 (75 + 75 + imposto), pois no Peru tem imposto junto! No total, paguei US$ 403 pelo transporte das pranchas incluindo ida e volta.
Acabei encontrando outros surfistas durante a viagem e todos passaram por esse problema com a TAM. Inclusive li no site Waves, quando eu estava no Peru, que o surfista profissional Marco Polo, do Sul, chegou a pagar mais de R$ 800 para a TAM levar suas pranchas só na ida!
Esta despesa do transporte com as pranchas acabou pesando muito no custo final da viagem. Não é possivel que no Brasil, com todas as dificuldades que passamos, uma companhia aérea tenha uma postura dessa com os surfistas!
Estou enviando este email a todos os amigos e peço por favor que divulguem ao máximo, não quero ver mais surfistas caindo nessa!