
As meninas dos pranchões brilharam no Oxbow Pro, realizado em Maresias, litoral norte paulista.
E foram protagonistas de um momento histórico, pois participaram, pela primeira vez, de uma etapa do mundial.
As disputas rolaram só dentro d’água. Fora, elas se uniram para lutar por melhorias no esporte e fizeram a primeira reunião nacional da Womens Internacional Longboard Association (WILA), que contou com longboarders de diversas partes do Brasil.
Elas discutiram e apontaram o que deve ser feito para que o longboard feminino cresça ainda mais.
Um dos tópicos discutidos foi a necessidade da criação de uma categoria iniciante, devido ao aumento do número de praticantes que não querem competir com atletas profissionais.

Foi sugerido que, antes de cada evento, seja feita uma reunião com a organização para avaliar a possibilidade da inclusão da categoria no evento.
“Já estamos chegando em um patamar em que há atletas muito mais experientes do que outras”, afirmou Karina Abras.
Outro assunto abordado, e que está em execução, é a divisão da WILA por países.
“Já estamos em contato com o Hawaii e Califórnia para que sejam criadas WILAS locais. A nossa será a WILA Brasil”, afirmou a presidente, Ângela Bauer, que durante a reunião anunciou a criação do site da entidade com inauguração em breve.
Durante a reunião, também foi observado que há muitos lugares no Brasil onde existe apenas uma mulher representando o longboard. Casos de Rita, de Ubatuba (SP); Thais Tedesco, de Arraial do Cabo (RJ); Karina Abras, de Florianópolis (SC), entre outras.
Todas as longboarders estavam satisfeitas com a presença feminina no mundial.
“Foi um marco na história a ASP South America e a Oxbow terem aberto este espaço para as mulheres. A presença das longboarders de várias partes do Brasil foi fundamental para reforçarmos nossos laços de amizade, carinho e respeito”, disse Ângela Bauer.