Diário da M2O

Molokai 2 Oahu, o sonho realizado!

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Na ilustração sobre a foto de Luiz Guida no Havaí, o destaque para a “quilha-troféu” entregue a todos os remadores que fizeram pódio na M2O. Para poucos. Foto: Reprodução.

 

Muitos não sabem, mas esta travessia é considerada a mais desafiadora remada do mundo. O Kai’iwi Channel tem 700 metros de profundidade e percurso de 54 km da largada a chegada, conhecido também como o canal dos ossos, foi lá que o grande surfista e salva-vidas Eddie Aikau desapareceu.

Domingo às 6h30 teve início mais uma edição da M2O, com círculo de oração ao qual todos pedem licença aos deuses para a travessia. Cerimônia com muita energia positiva. Logo em seguida todos fazem os últimos preparativos e vão para a largada, ao todo quase 400 pranchas na água, primeiro a largada dos paddleboards e meia hora depois a largada do Stand Up Paddle.

Fiz uma ótima largada e me mantive por muito tempo bem perto dos líderes, porém, como não tenho boas condições de treino de downwind em São Paulo, acabo fazendo muita força e cansei antes deles. Acabei não conseguindo me manter por perto, tracei um bom percurso e me preocupei em surfar ao máximo as ondas.

Faltando cerca de 10 km para o fim, o vento virou contra – o que já era esperado – mas ficou muito pesado. Mesmo assim me mantive firme e focado no objetivo: chegar logo para parar de remar! (risos)

Foi muito bom de chegar à reta final e surfar as ondinhas das bancadas de coral que me ajudaram a chegar mais rápido.  Na chegada todos aplaudindo, sensação incrível!

Muito feliz em terminar bem e receber a quilha de campeão da categoria por idade e décimo primeiro geral.

Vinicius Martins representou chegando em  sexto geral e terceiro na categoria; Lena foi muito bem também chegando na quarta colocação geral. Ela contou com a ajuda de Américo Pinheiro, seu marido e treinador, que foi em seu barco dando apoio. O Américo também é treinador de mais três atletas que participaram da prova: a dupla feminina Ariani Theophilo e Marcela Carrocino, que foram vice-campeãs das duplas femininas, e o Jonas Letieri, que fez dupla com o norte-americano Anthony Vela. O Jonas foi sem dúvida um dos destaques dessa edição. Nós do Brasil já conhecemos a sua garra, mas os gringos ficaram loucos com ele. Sem dúvida um cara que merece toda admiração.

O balanço da M2O foi muito positivo para todos os brasileiros. Nossos atletas seguem fazendo pódio nos principais eventos do mundo e mesmo com todas as dificuldades que enfrentamos, trouxemos mais uma vez bons resultados para o Brasil.

Agora volto a minha rotina de treinos já focado nas próxima competições. Obrigado a todos que acompanharam e torceram por nós!

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.