
Depois de uma reunião matinal para decidir o melhor local para a estréia do Oakley Junior Challenger 2004, os 16 surfistas com idade até 20 anos convidados para o evento optaram por esperar o swell previsto para entrar a partir desta quinta no litoral carioca.
As ondas abaixaram nesta quarta-feira e não passam de meio metro na maioria das praias do Rio de Janeiro. Com estrutura móvel, a organização vai utilizar a janela disponível para realizar as disputas nas melhores condições possíveis.
Assim, depois da reunião a garotada decidiu fazer um free-surf na Reserva, para esquentar os motores e preparar o espírito para o

confronto. Para o diretor de prova, idealizador e organizador do evento, Luis Henrique “Pinga”, o evento é mais do que uma simples competição entre os melhores juniores do Brasil.
“Além de ser importante para a base competitiva dessa garotada, esse evento tem como objetivo ser um laboratório mesmo, uma oportunidade para a nova geração brasileira se conhecer melhor, conviver e se divertir junta”, explica Pinga.
Segundo ele, as condições do mar serão decisivas para o andamento da competição. Inicialmente

estão programadas quatro baterias de uma hora cada por dia, totalizando quatro dias de disputas e um de janela.
Porém, se num dia as ondas estiverem perfeitas, as baterias poderão ter seu tempo reduzido para que mais baterias aconteçam no dia.
“Esta iniciativa é alucinante. Este tipo de clinica é muito comum nos EUA e na Austrália e dá uma base muito importante para os atletas numa fase de amadurecimento da carreira deles, então deve ser aproveitada”, opina Renan Rocha, ex-top 45 do WCT e apresentador do canal ESPN Brasil.
Na noite

da última terça-feira foi realizado um churrasco de confraternização entre os competidores, imprensa e convidados.
Entre uma picanha e outra, nomes como os shapers Ricardo Martins e Cláudio Hennek, o dirigente Marcelo Andrade e os juizes Paulo Mota e Marcelo Nunes trocavam idéias e experiências com expoentes da nova geração, como Adriano Mineirinho, Jean da Silva, Felipe Martins, entre outros.
Se a molecada continuar com a fome que mostrou durante o churrasco, não vai sobrar onda nas praias do Rio de Janeiro.