Mineirinho salva a pátria

Adriano de Souza, caçula do Brasil no WCT, salvou a pátria de uma estréia sem vitórias no Rip Curl Pro Search.

 

Dos nove brasileiros que disputam a quinta etapa do tour, somente Adriano Mineirinho  classificou-se diret para a terceira fase.

 

A primeira competição WCT da história no México tem prazo de espera pelas melhores ondas até 1 de julho e começou nesta terça-feira com ondas perfeitas de 2,5 metros no secret batizado de La Jolla, onde os melhores surfistas do mundo deram show nas longas e tubulares direitas mexicanas.

 

O carioca Yuri Sodré obteve a primeira nota 10 da história do WCT no México, mas acabou em último lugar no confronto vencido pelo defensor do título do Rip Curl Search, o australiano Mick Fanning, autor de 18,10 pontos.

 

Depois foi a vez de o heptacampeão mundial Kelly Slater mostrar que está recuperado da contusão que o deixou fora da etapa de Fiji para marcar o segundo 10 da prova, com um tubo espetacular para superar o australiano Luke Stedman e o mexicano Oscar Moncada.

 

Além de Slater, líder isolado do ranking, os outros três primeiros colocados na corrida pelo título mundial da temporada também venceram e garantiram vaga na terceira rodada do Rip Curl Pro: Bobby Martinez, vice-líder, Damien Hobgood, terceiro, e Andy Irons, quarto colocado.

 

O Brasil estreou na primeira bateria com Peterson Rosa, superado pelo australiano Bede Durbidge, segundo colocado com 12.83. O confronto foi vencido pelo havaiano Bruce Irons, autor de notas 8.83 e 6.83. Peterson Rosa somou 8.10 pontos.
 
Na terceira bateria, Paulo Moura e Pedro Henrique foram derrotados por um inspirado californiano Taylor Knox, autor de 15.67 pontos. Pedrinho ficou em segundo com 6.60 pontos e Moura em terceiro com 5.94.

 

Já Yuri Sodré realizou a melhor apresentação verde-amarela e arrancou a primeira nota 10 do Rip Curl Pro Search com uma seqüência incrível de tubos na mesma onda, mas ficou precisando trocar sua outra nota, 5,83, e acabou em último lugar.

 

A bateria foi vencida pelo australiano Mick Fanning, que totalizou 18,10 pontos com notas 9,27 e 8,83. Em segundo lugar ficou o sul-africano Greg Emslie, autor de 16,07 pontos.

 

##

 

?A bateria foi bastante equilibrada. As ondas estavam ótimas e consegui uma incrível logo no começo. Entubei por uns quatro segundos, saí e mandei algumas manobras. Sabia que seria uma nota boa, mas não achei que fosse 10. Infelizmente não achei outra onda boa?, comentou Sodré sobre a falta de sorte.

 

?Aconteceu a mesma coisa em Snapper e em Teahupoo este ano. Acho que estou sendo muito agressivo na minha tática de bateria e usando mal a prioridade. Na segunda fase vou me concentrar mais. A Rip Curl está de parabéns por trazer o evento para o México. A onda é muito boa e muitos acham melhor que Snapper ou J-Bay?, completa o brasileiro.

 

Na décima bateria Jihad Khodr não teve qualquer chance contra o norte-americano Damien Hobgood, vencedor do confronto com 16.94 pontos que teve Darren O´Raferty, com 9.50, na segunda colocação. Jihad não se achou no pico e somou 8.34 pontos.

 

De volta ao WCT depois de perder as três últimas etapas devido a uma contusão no joelho, Raoni Monteiro foi mais um brasileiro a amargar a terceira colocação, na 13ª bateria em um duelo apertado com os australianos Trent Munro e Michael Lowe.

 

O gordinho, mas eficiente, Lowe garantiu a vitória com 14.50 pontos, contra 13.93 do segundo colocado Trent Munro e 11.83 de Monteiro, que também disputa a repescagem do Rip Curl Pro Search.

 

Na disputa seguinte, Victor Ribas também terminou em terceiro com 11.17 pontos, atrás de Dean Morrison, com 11.86, e Chris Ward, classificado com 16.07 pontos somados.

 

Na penúltima bateria da primeira fase Marcelo Nunes tentou o máximo, mas igualou a marca dos conterrâneos com mais um terceiro lugar em La Jolla, somando 11.43 pontos.

Cory Lopez garantiu o primeiro lugar com 15.34 pontos, com Pancho Sullivan em segundo com 12.83.

 

Na última bateria finalmente veio a primeira vitória para o Brasil. E coube justamente ao caçula Adriano de Souza, que enfrentou os experientes Daniel Wills e Travis Logie de igual para igual.

 

O brasileiro passou a maior parte da bateria entre a segunda e a terceira colocação, chegando a precisar de uma combinação de notas.

 

Mas, no final encontrou boas ondas e mostrou surf de gente grande para obter notas 8.67 e 7.93, totalizando 16.60 pontos, contra 15.87 de Logie e 14.16 de Wills.

 

As disputas recomeçam a partir das 8 horas desta quarta-feira (10 horas no Brasil) com transmissão ao vivo das baterias da repescagem.

 

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)