Mineirinho dropa quieto e faz barulho na Austrália

Desde que chegou a Austrália no comeco do ano com 16 anos e venceu o Billabong World Titles, mesmo campeonato vencido por Joel Parkinson e Andy Irons há alguns anos, Adriano de Souza, o Mineirinho, vem sendo muito assediado pela mídia local e nacional do país.

 

Ainda mais depois que a maratona de vitórias prosseguiu até a última semana dele na Austrália, quando venceu o Billabong Pro Teen numa das finais mais disputadas de todos o tempos em um campeonato Pro Júnior da ASP.

 

Antes de embarcar para o Hawaii para uma temporada de free-surf e compromissos com patrocinadores, Adriano trocou uma idéia

exclusiva para o Waves.Terra e falou sobre a experiência na OZ.

 

Qual o momento que mais marcou aqui na Austrália?
Foi o campeonato que eu ganhei aqui em Coolangatta, o Billabong Pro Teen em Duranbah. A final foi irada, tinha altas ondas e todo mundo quebrou. Mas, no geral eu me diverti muito aqui com a galera local. A festinha do meu aniversário e os campeonatos que eu ganhei… só teve coisa boa acontecendo comigo aqui.

 

Qual a diferença entre a Gold Coast e Sydney?
Eu gostei bastante da onda de North Narrabeen,

uma esquerda longa e muito manobrável. Já aqui na Goldy, Snapper é show. Não tive sorte de pegar o pico emendando à Kirra. Mas mesmo assim deu pra pegar altas ondas. E só de estar surfando ao lado de Occy, Luke Egan, Mick, Parko, Deano, Rabitt… enfim, todo mundo surfa bem aqui e isso me instiga bastante.

 

Quais são os planos agora? 
Estou indo pro Hawaii fazer umas fotos e pegar umas ondas maiores. Pretendo voltar no dia 28 de fevereiro pra Austrália e pegar o meu troféu do Billabong Pro Junior na noite de gala da ASP (Winner Awards 2003) aqui na Gold Coast. Aí, volto pro Brasil pra estudar um pouco e correr algumas etapas do Super Surf. Também pretendo fazer algumas etapas do QS na África do Sul, América, Europa e Brasil, já que este ano entro no round 96. Mais vou estar focado bastante nos estudos, no preparo psicológico e físico.

 

Como é essa preparação?
Eu faço um projeto em São Paulo com sociólogos, psicólogos, preparadores físicos, médicos, enfim, a gente vem trabalhando já há seis anos e eu só tenho a agradecer à minha equipe e ao Pinga, que sempre acreditou muito em mim, e eu nele.

O que você diria para a galera que está começando?
No começo, todo mundo tem muita dificuldade. Isso é normal. Tudo é difícil no comeco, e no surf não é diferente. Eu nunca desisti e sempre acreditei no meu potencial. Acho que por isso consegui atingir a posição de campeão mundial. Portanto, lute em busca dos seus sonhos.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.