Mineirinho brilha na Gold

O guarujaense Adriano de Souza, 19, estreou com o pé direito na elite mundial. Com um surf moderno e consistente, ele se encontrou nas ondas,  despachou diversos Tops e está a um passo de encarar sua primeira decisão no WCT.

 

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a primeira fase, Mineirinho venceu o confronto contra a sensação havaiana, Frederick Patacchia, e o norte-americano Chris Ward, vice-campeão do evento no ano passado. No terceiro round o aussie Trent Munro também caiu diante de Mineiro.

 

O atleta também não deu chances para o australiano Darren O’Rafferty nas oitavas.  E, nas quartas, foi a vez de o norte-americano Taylor Knox sucumbir diante do brasileiro. 

 

Depois da vitória sobre Knox, Mineirinho, conversou com o correspondente Guto Amorim sobre sua estréia no WCT 2006.

 

Você já estudou e competiu aqui na Gold Coast. O que acha daqui?

 

É muito bom. Já vim para cá três vezes, estudei inglês, treinei e competi. Conheço bem a onda. Ganhei uma etapa do Billabong Pro Teen aqui e fiquei em segundo em outro campeonato.

 

A onda faz a ‘junçãozinha’ como no canto do Maluf, Guarujá (SP), pico que gosto muito de surfar. Aqui é minha segunda casa. Estou bem à vontade para competir em Duranbah. Tomara que amanhã o campeonato role aqui novamente. Estou acostumado com essa valinha

 

Como está sua expectativa para a semifinal contra Taj Burrow?

 

Ele surfa muito e é um dos meus atletas favoritos. Acho que será uma boa bateria. É  um sonho que está se realizando. Olhava toda essa galera nos filmes, nos campeonatos e, aqora estou aqui conseguindo vencê-los.

 

Espero me dar bem nesse primeiro ano de WCT. Sei que não é facil. Mas, minha meta e terminar entre os Tops 5 neste ano. As semifinais serão interessantes: dois atletas do WQS contra dois do WCT. Isso mostra que o nível do WQS não está tão fraco.

 

Quais são seus planos para o dia decisivo? O Slater declarou que gostaria de disputar a final com você.

 

Quero passar minha bateria contra o Taj, que está surfando muito e quase colocou o Andy em combinação. Encontrar o Kelly na final seria emocionante e, quem sabe, vencer essa abertura do WCT. Mas, quero fazer uma bateria de cada vez. Sei que não será fácil, mas estou focado e quero muito vencer este campeonato.

 

A torcida ajuda?

 

Sempre ajuda. Estou sentindo como se estivesse em casa. Conheco bem a onda aqui em Dbah e ainda tem a galera torcendo por mim. É demais. Quero agradecer a todos, no Brasil e na Austrália, pelo carinho.

 

 

 

 

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