Michaela Fregonese atirada em Pipeline durante a última temporada. Foto: Duda.

Mais um fim de temporada no Hawaii. Hora de partir, bate aquela tristeza, mas ao mesmo tempo é sempre bom voltar ao Brasil. Conforto de casa e aquelas coisas que lá fora não tem.

 

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Desde que me formei e decidi  começar  a viajar, a minha vida tem sido assim. Comecei indo morar na Europa,  e durante seis meses morei e corri o circuito europeu e as etapas  do WQS. Com certeza, foi muito bom para minha evolução.

 

Morei entre Franca, Itália (onde fui para aproveitar minha dupla nacionalidade) e Espanha. Na Itália, surfei na Ilha da Sardeña, um paraíso que me lembrou Noronha, mas com menos ondas e mar gelado, mas peguei boas ondas também!  

 

A Europa tem uma qualidade de vida inexplicável, porém não era exatamente lá que eu queria ficar.

 

Voltei ao Brasil e, de uma tripp pra Noronha já comecei a trabalhar e fui pro Hawaii apenas pra correr o primeiro campeonato para garotas de Pipe.

 

Foi então que decidi conhecer a Indonésia. Hawaii… Indonésia, quem conhece sabe que essa ponte aérea vicia mesmo!

 

Estou completamente apaixonada pelo meu estilo de vida no momento. Desde que comecei a completar uns tubos não consigo querer fazer outra coisa!

 

Este ano então tive o grande privilégio de morar na Pipe House, atrás da nova casa da Volcom em Pipeline.

 

A casa ficou lotada de brasileiros, dexando os gringos loucos. Mas no que depender de mim e das minhas amigas vamos ficando lá…

 

Esta onda de Pipe é minha sina. Durante os meus últimos dois meses de Hawaii não conseguia surfar em outro lugar, pois acordava, ia olhar o mar e quase sempre tava lá, a onda perfeita quebrando para os dois lados e, no final, a baforada.

 

Então eu pensava: `aqui deve ser o melhor lugar hoje´. E, nos menores dias, Ehukai. Aquele fundo de areia, com uma boa força era a melhor opção!

 

Sair daquele quintal tava sendo uma tarefa difícil. A não ser no dia 13 de março, quando Hawaii surpreendeu a todos. Aí, peguei minha pranchinha de tow-in e fui pra Phantons.

 

Cheguei lá e tava sinistro! Então fui à casa de  Johnny Lopes e peguei a gun pra Waimea. Meu Deus, realmente aquela onda é apaixonante. Quero surfar mais lá também!

 

E agora no Brasil, só tenho a agradecer por tudo, tirando a falta de apoio das empresas de surf comigo. Quero agradecer a Deus por ter tido a sorte de passar seis meses no Hawaii. E é por isso que continuarei treinando na Indonésia para voltar pra Pipe e saber o que fazer quando a onda quebrar e só houver um caminho, por dentro… Aloha!

 

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