
Rolou na última terça-feira o 34o Annual Pipeline Bodysurfing Classic, com vitória do havaiano Mike Stewart. Dois brasileiros disputaram a etapa, Rogerio “Caju” Schefler e Rodrigo Massoni. Confira a seguir, o relato enviado por Schefler sobre a competição.
“Depois de passar por uma cirurgia no rim no ano passado, gracas a Deus e com a ajuda de meu patrocinador, consegui regressar ao Hawaii para minha sexta temporada e tentar um título inedito para o Brasil, o de campeão mundial em Pipeline de bodysurfing ou surf de peito.
Sabia que para tanto enfrentaria alguns dos melhores do mundo, como os watermen

havaianos de grande calibre, como Mike Stewart, Mark Cunnigham e Ace Cool, entre outros.
Com sorte, cheguei aqui na ilha com grandes ondulalções quebrando por vários dias. Porém, nos primeiros dias com o vento maral entrando depois das 11 da manhã, e depois que o terral entrou para ficar, aí era hora de aproveitar ao máximo para treinar em Pipeline.
A janela de espera estava marcada entre os dias 29 de janeiro e 6 de fevereiro. Ate um dia antes, as ondas estavam clássicas. Mas no primeiro dia da janela, para minha surpresa, as ondas estavam em torno de 1 metro, mostrando que a

máquina de fazer ondas aqui no North Shore havia dado uma acalmada.
Após uma olhada nas previsões, sinceramente, fiquei com medo de não entrar mais ondas boas para Pipe naquela janela.
Com muita sorte, acabou entrando um swell pequeno para Hawaii, porem clássicas ondas de 1 a 2 metros em Pipe no último dia 2 de fevereiro. E, depois de ter participado cinco vezes deste campeonato, sendo o unico representante brazuca, neste ano veio pela primeira vez (aproveitando viagem de lua-de-mel) um outro surfista de peito brasileiro, chamado Rodrigo Massoni.
Embora ele não tenha conseguido passar da primeira bateria, ficando em quarto na bateria de seis, ele anhou muita experiencia para os anos seguintes.
Já no meu caso, passei minha primeira e segunda baterias em primeiro lugar. E, na semifinal passei em terceiro lugar (bateria de seis), garantindo minha vaga na final e no pódio com mais cinco havaianos, dentro da elite dos seis melhores.
Até então, meu melhor resultado tinha sido um terceiro lugar em 2000. Com problemas de cãimbras na coxa, tentei pegar as ondas da melhor forma possível, mas acabei finalizando na sexta colocação, entre 34 atletas, a maioria de havaianos, sendo que vários deles são life guards da ilha.
Fiquei feliz por chegar à final e tambem por ter me sentido recuperado da cirurgia. Espero que no ano que vem eu possa “morder” este titulo. Gostaria de deixar meus agradecimentos para meu patrocinador South To South e para toda minha família – inclusive namorada – que sempre me apoiaram no surfe de peito.
Aproveito para enviar um abraco especial para todos os surfistas de peito do Brasil
Resultado
1 Mike Stewart (Haw)
2 Mark Cunningham (Haw)
3 Steve Kapela (Haw)
4 James Duca (Haw)
5 Chris Moore (Haw)
6 Rogério Schefler (Bra)
Colaborou: Daniel Haberbeck