
A fase de estréia dos principais cabeças-de-chave do Billabong Costa do Sauípe 2006 foi iniciada na tarde desta quarta-feira no litoral norte baiano.
Válida como a 20a etapa do WQS, a prova tem nível 5 estrelas e distribui US$ 100 mil em prêmios.
Em ondas de até 1,5 metros e formação prejudicada pelo forte vento Sudeste, foram disputadas as baterias complementares do segundo round e os sete primeiros confrontos da rodada seguinte.
Na primeira bateria do terceiro round, o pernambucano Paulo Moura mostrou força e disposição para descolar notas 8.23 e 5.43.

A briga pela segunda vaga foi definida de forma polêmica, com o gordinho havaiano Kekoa Bacalso achando uma direita nos instantes finais para arrancar 7.57 dos juízes e eliminar o baiano Armando Daltro.
Kekoa imprimiu uma velocidade impressionante sobre a prancha, mandou um floater e acertou uma forte batida, mas ficou engachado na espuma ao retornar da manobra e depois não conseguiu conectar até o inside.
O atual campeão mundial sub-21 estava em último lugar e precisava de 6.61 para obter a classificação. Com a virada, Kekoa deixou Armando Daltro em terceiro e o norte-americano Asher Nolan em quarto lugar.
A bateria seguinte também foi polêmica. O carioca Gustavo Fernandes precisava de 6.69 para avançar e foi para o tudo ou nada numa direita nos instantes finais. “Guga” acertou uma linda porrada de backside e foi trabalhando muito bem a onda até o inside. A nota 6.60 bateu na trave, mas não foi suficiente para a classificação do carioca.
Melhor para o jovem potiguar Jadson André, 16, que liderou o confronto durante boa parte do tempo e caiu para segundo lugar no último minuto. Em primeiro ficou o português Tiago Pires, autor de notas 7.50 e 7.00.
“A arrebentação está muito longe. Tem de pegar uma onda, sair correndo e entrar no mar novamente. Isso dificulta bastante o nosso trabalho, mas o competidor precisa estar preparado para tudo”, conta o português Tiago Pires.
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O cearense Michel Roque comandou as ações no terceiro confronto e não deu chance alguma aos adversário. Michel mostrou uma ótima leitura das ondas e jogou muita água nas batidas.
“As ondas estão muito parecidas com as de Fortaleza quando está ventando, então tive uma certa facilidade para mostrar meu surf. Procurei pegar todas as ondas que aparecessem, pois não dá pra saber se vai abrir ou não”, explica Michel,
O cearense fez notas 7.00 e 6.17 logo no início da bateria para superar o norte-americano Brett Simpson, o japonês Masatoshi Ohno e o carioca Marcelo Trekinho.

Destaque também para atuação do aussie Luke Munro na sexta bateria. Embalado pela vitória nas Ilhas Maldivas, Munro esbanjou estilo e precisão nas manobras para fazer nots 8.33 e 6.67.
Em segundo lugar ficou o espanhol Eneko Acero, seguido pelos norte-americanos Mike Todd e Anthony Petruso. A sexta bateria contou com uma acirrada disputa entre o australiano Nic Muscroft, o carioca João Gutemberg os ubatubenses Hizunomê Bettero e Odirlei Coutinho.
Faltando cinco minutos para o término, Odirlei despencou da primeira para a terceira posição. Nic Muscroft mandou 8.03 pontos e assumiu a liderança. Hizunomê também reagiu e fez 6.07 para tomar a segunda vaga.
Odirlei passou a precisar de apenas 3.31 para obter a classificação, mas não achou nada e foi eliminado da competição.
A sétima bateria contou com uma batalha 100% verde-amarela. O gáucho Rodrigo Dornelles totalizou 12.66 pontos e avançou junto com o pernambucano Bernardo Pigmeu.
Pior para o paulista Danylo Grillo e Guilherme Herdy, que amargaram as terceira e quarta posições, respectivamente. A oitava bateria chegou a ser autorizada a entrar na água, mas a organização resolveu suspender a prova por causa das precárias condições do mar.
Kustom Best Wave ? Um prêmio especial de US$ 600 está sendo oferecido ao surfista que tirar a maior nota do campeonato. O paraibano Jano Belo colocou a mão no título da Kustom Best Wave com a nota 9.87 que recebeu na única vitória do Brasil sobre a Austrália nas baterias complementares da segunda fase.
O cheque já tinha passado para as mãos do surfista da Ilha Reunião, Jeremy Flores, que havia tirado uma nota 9.0 no terceiro confronto do dia.
Depois, quem chegou mais perto do recorde de Jano Belo foi o catarinense William Cardoso, que arrancou uma nota 9.5 para estabelecer a segunda maior pontuação do Billabong Costa do Sauipe WQS: 16.07 pontos em 20 possíveis.
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