Alexandra Ereiro

Meu mar de água doce

Quarta- feira, 02 de setembro: Carona, grana, pouco tempo de onda, equipamento de fotografia – para não deixar de registrar as ondas de água doce no Norte do Brasil -, é, isso tem tudo a ver comigo.

Decidi explorar algumas praias de rio no meu estado. O primeiro dia foi na ilha do Mosqueiro, na praia do Marahú, no pico do Paysandu. As ondas estavam bem pequenas, sem força e pouco vento durante o dia, não deu para aproveitar quase nada, mas mesmo assim eu estava ali junto com o fotógrafo Jeremy Dias, e mais um amigo bodyboard para fazer o meus primeiros registros para essa temporada.  

Às vezes é assim, um dia rola onda, outro não. Mais este ano promete bombar altas ondas neste pico que, por ser próximo, em uma ilha vizinha da capital onde moro, dá para fazer o bate e volta tranquilamente. 

Você deve estar pensando: “Ué, como assim Xandinha, uma praia de rio que rola onda?

É isso mesmo! Como fica próximo ao mar, o Mosqueiro possui praias com marés e ondas, e tem vários picos para praticar surfar. Justamente pelo movimento forte das águas, a ilha se tornou bastante procurada por nós, os surfistas. E as ondas chegam ter até 1metro e meio de altura e, em seus melhores dias, chega 4 á 5 pés. 

Estou bastante ansiosa para pegar Mosqueiro funcionando, pois as ondas de maré me surpreendem. Eu já surfei na praia do Farol, um metrão, buraco, que deu para fazer varias manobras fortes, e é fantástico. Aqui a maré ainda vai crescer e, consequentemente, as ondas também.

Aguardem, que em breve tem mais umaa galeria de fotos em outros picos da ilha do Mosqueiro. Boas ondas e até a próxima! 

Apoios: Salão Studio da Praça; Bela Rosa; Seel, Raizes T – Shirts; La Isla; Craud.net.

 

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)