Alexandra Ereiro

Meu mar de água doce II

Na terça-feira, 8 de setembro, um dia depois do feriado da semana da pátria, fechamos novamente uma barca para a ‘Moca’.

Partimos eu, o surfista Severino Junior, meu parceiro de surf, e mais o fotógrafo Jeremy Dias, correspondente do Craud.net em Belém do Pará, com destino à bucólica Mosqueiro, distrito da capital, para surfar e catalogar um novo matéria, para a segunda parte da matéria “Meu mar de água doce”.

Todos com muita vibe na alma e com o pensamento positivo: se divertir e, ao mesmo tempo, registrar tudo para a minha coluna no Craud, do qual fazemos parte e temos total apoio, e também para o meu site.

Chegamos no começo da tarde, momento propício onde se manifestam excelentes ondulações na ilha. Fomos direto checar a praia do Farol, aquela praia que eu citei na primeira parte da matéria e onde as ondas são muito boas devido ao singular fundo do point break.

Quando esta bom, o Farol chega a quebrar com ondas de até 1,5 metro de altura, com direito a tubos ocos, o que chama bastante atenção para quem pratica o surfe, o bodyboard e também o kite surf.

Felicidade geral na trip, pois o pico proporcionava séries manobráveis e constantes. Entramos na água exatamente às 17h00. O vento soprava forte e as ondas chegavam a meio metro de altura e com bastante força. O quebra-coco estava funcionando. Tivemos muita sorte neste dia, pois havia poucos locais e mais alguns surfistas de Belém dividindo a ‘vala’, e para nossa satisfação ainda contávamos com o talentoso Jeremy Dias na beira da água registrando tudo. 

Surfamos por uma hora e meia, pois tínhamos pouca luz disponível, mas deu para fazer a cabeça, além de bons registros deste incrível fenômeno, único em nosso litoral: o surfe em praia de água doce.

Meu muito obrigado a todos que acompanham o meu trabalho. Gostaria de agradecer a Deus e à minha família por tudo o que vem acontecendo na minha carreira. Boas ondas e até a próxima!

Apoio: Kpaloa, Bela Rosa, SEEL, Raízes T shirts, La Isla e site Craud.net.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)