Surf seco

Mês de swell

O mês de maio sempre foi um mês especial, principalmente para o sudeste brasileiro.

 

Os últimos ciclones que devastaram algumas áreas na região Sul e provocaram ondas gigantescas, em torno de 4 metros, deixaram a “rebarba” do swell por aqui em São Paulo.

 

O efeito ciclone deu ondas de 3 metros com séries maiores no Rio e em algumas praias paulistas. Para a nossa sorte, a chuva e o mau tempo que maltrataram a costa sul, principalmente o litoral gaúcho, chegaram bem mais fracos por aqui. A temperatura fria trouxe sol e céu azul.

 

Nesta época, não é a primeira vez que dá altas ondas. No Peru, nosso país vizinho, este é o melhor mês, porque, além de swells maiores, a neblina e o tempo cinzento têm menor intensidade. É o mês mais indicado para quebrar as ondas grandes em Pico Alto.

 

Daqui do Guarujá, observo e confirmo todos os movimentos de swell, tempo e vento que são previstos dias antes pelos diversos sites na internet.

 

O meu visual é dividido hoje com o mundo através da câmera high-tech instalada pela E-Surf, que permite ver tudo de pertinho desta maravilhosa vista aérea (moro no décimo-nono

andar) da praia das Pitangueiras. Você assiste pelo site E-surf.com.br. Pelo meu site, Taiusurf.com.br , você pode conferir apenas fotos.

 

A tecnologia de hoje – que não pára de evoluir assustadoramente com internet, câmeras digitais, tow-in e outros “aparatos” – juntamente com um comportamento climático cada vez mais furioso, prometem, num futuro próximo, desafios cada vez maiores para os big riders, que podem se habilitar nas ondas grandes com suas “parafernálias tecnológicas” velozes e contemporâneas.

 

Este último swell de ciclone, o terceiro em 2004, chegou numa quinta-feira na região Sudeste. O dia estava lindo, com vento sudoeste terral. Na última sexta-feira, entrou um vento sul maral meio fraco, mas ainda estava rolando um forte swell de sul.

 

No sábado, para a surpresa da galera, ondas maiores, épicas, típicas do mês de maio, quebrando com potência num dia de sol. À tarde, com o vento leste / nordeste, picos como Itaúna, Maresias, Guaiúba e praia da Vila (sul) viraram um dia de Hawaii bom. Disposição e equipamentos são a combinação ideal para quem quer aproveitar estes paredões…

 

Aloha

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)