Mega Power Surfskate orienta o mercado

Nesta terça-feira, a Associação Brasileira de Indústria Têxtil (ABIT) promoveu o 5º Seminário do Comitê de Surfwear e Skatewear na sede da entidade, na Vila Buarque, São Paulo.

 

Denominado “Mega Power Surfskate”, o evento teve como objetivo orientar, informar e oferecer suporte aos empresários dos setores de surfwear e streetwear.

 

Muito elogiado pelos participantes, o seminário contou com presença de Avelino Bastos, da Tropical Brasil, Roberto Schwarz, da MCD, Felipe Silveira, da Rip Curl, Sidão Tenucci, da OP, Chris Kypriotis, da Billabong, Zequinha, da Miss Sirena, Marcos Caldora, da Vicunha, Thaís Penteado, da Snow Cat, entre outros.

 

O evento começou com a palestra de Demetrius Brugin de Figueiredo, professor e mestre em economia pela PUC, que esclareceu as principais dúvidas sobre o panorama das economias brasileira e mundial.

 

“A recuperação da economia brasileira está lenta, porém positiva. Apesar da atividade econômica no Brasil ainda ser fraca, ela segue em constante aceleração, e a inflação está controlada”, esclarece Brugin.

 

“Apesar dos problemas do nosso país, a economia deve crescer ainda mais neste ano e as perspectivas são muito boas, tanto para o Brasil, quanto para o mundo”, completa o economista.

 

Na seqüência, foi a vez de Geni Ribeiro, gerente de promoção comercial da ABIT, abordar o tema “A Onda Brasil no Mundo: Ameaças e Oportunidades”.

 

Geni Ribeiro destacou o fato de o Brasil figurar como a sétima cadeia têxtil mais importante do mundo, mas tem uma participação irrisória nas exportações realizadas pelo setor.

 

“Temos uma participação ridícula de 0,5%. Isso acontece porque começamos a nos interessar agora pelo mercado internacional”, explica.

 

Para aumentar as exportações brasileiras, a ABIT criou o programa TexBrasil – Programa Estratégico da Cadeia Têxtil Brasileira – com objetivo de explicar aos empresários como funciona o ‘negócio’ das exportações.

 

Em 2003, o Brasil exportou cerca de US$ 300 milhões. A meta do projeto TexBrasil é elevar este número para US$ 4,3 bilhões até 2008.

 

“Nosso objetivo é preparar as empresas para o mercado exportador, explicar como se comportam os compradores, entre outros assuntos. Para se ter uma idéia do interesse dos compradores internacionais, já temos cerca de 25 lojistas estrangeiros agendados para as feiras que acontecem em junho e julho no Brasil, inclusive para Surf & Beach Show, Streetwear & Skate Show e Beach e Bikini Fashion Show”, afirma Geni Ribeiro.

 

De acordo com ela, o setor têxtil brasileiro é um dos que mais exportou no ano passado, e a chance de aumentar ainda mais neste ano é grande.
 

“Priorizar as exportações traz inúmeras vantagens. Existe grandes oportunidades para serem exploradas, mesmo com toda a competição existente no mercado. Quanto mais preparado o empresário estiver para exportar, mais competitivo ele fica no mercado interno”, enfatiza.

 

Depois, foi a vez do consultor Edson D’Aguano, diretor da Consultive D’Águano & Associados, falar sobre “A Importância do Varejo”.

 

D’Águano pregou a união entre fabricantes e lojistas. “Hoje em dia, tenho observado que as confecções têm uma deficiência muito grande para ocupar espaços com boa visibilidade nos pontos-de-venda. Este é um trabalho que deve ser feito em conjunto com os lojistas”, explica.

 

Segundo ele, o trabalho de fidelização da marca tem que ser muito bem feito, pois senão outros fatores prevalecem na hora da compra, como o valor da mercadoria.

 

“Para minimizar este problema, é preciso que os confeccionistas façam parcerias com seus clientes para vender a imagem. Vale lembrar que banners e displays não são suficientes para fidelizar a imagem”, afirma o consultor.

 

Ainda de acordo com D’Águano, se a marca não aparece, prevalece o preço e a identificação do consumidor com esta ou aquela marca.

 

“Vinte anos depois do início da indústria do surfe, o mercado segue na mesma. Com isso, segmentos alternativos estão tomando espaço. No exterior, por exemplo, há coleções imensas com produtos variados”, esclarece.

 

D’Águano alertou também para a entrada das empresas estrangeiras no mercado nacional. “Eles estão vindo com força total, trazendo know-how, distribuição e investimentos em dólar”.

 

Os últimos palestrantes foram os irmãos Ronald e Ricardo Fincato, consultores da Lumbra Ohara – Comunicação, Marketing e Design, que falaram sobre “A Imagem como Diferencial Competitivo” e explicaram como se dá o processo de construção de uma marca.

 

De acordo com Ronald Fincato, atualmente o consumidor apresenta um comportamento diversificado, pois os compradores estão bem mais informados e menos fiéis. “Identidade é o ponto de partida. A empresa tem que ter um plano estratégico, com as ações apontando para um alvo”, diz.

 

“Os empresários precisam ter em mente que, principalmente no segmento surfwear, não se vende somente o produto. Vendemos estilo de vida e sonhos. Sendo assim, não dá para vender o mesmo sonho que o concorrente”, esclarece o publicitário.

 

“Executar ações com antecedência é muito importante para capitalizar. Não dá para viver apagando incêndios”, emenda Ricardo Fincato.

 

Para ele, uma marca só dá certo se ela não passar despercebida. “A marca tem que ser notada, tem que ter algo diferente. Hoje, entramos nas lojas e é tudo igual. Por isso, a estratégia mais eficaz é destacar diferenciais”.

 

“A única maneira de ser diferente é reunir criatividade, inovação e design. Posso afirmar que estes três quesitos fazem a diferença em relação aos concorrentes. Para sair da briga dos preços, só tendo valor agregado ao produto”, garante o publicitário.

 

Ele destacou ainda a qualidade da equipe como um dos pontos fundamentais para o sucesso de uma marca. “É a equipe que cuida de todo o processo, tem idéias e planeja justamente os diferenciais”.

 

 

 

 

 

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