Billabong Pipe Masters

Medina e Fanning avançam

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Gabriel Medina avança à terceira fase do Billabong Pipe Masters 2014. Foto: © ASP / Kirstin
 

Líder do ranking mundial, Gabriel Medina deu um importante passo rumo ao título nesta sexta-feira, em Pipeline, Hawaii.

Com uma boa atuação numa bateria sem muitas ondas, o brasileiro estreou com vitória no Billabong Pipe Masters, etapa final do WCT 2014.

Enquanto os adversários optaram por esperar pelas séries, Medina não perdeu muito tempo no outside e assumiu a liderança com 3.33 no Backdoor e 5.50 em Pipe.

Vencedor da triagem, o local Reef McIntosh fez 4.17 com um tubo em Pipeline e passou a ameaçar o brasileiro. Enquanto isso, Dion Atkinson insistia em esperar pelas séries, e depois de muito tempo investiu em uma onda ruim no Backdoor.

Nos minutos finais, Reef tentou passar por dentro do Backdoor e se deu mal. Na mesma onda, Medina foi para Pipe e voltou antes do havaiano, ficando com a prioridade na escolha de onda.

A partir daí, nenhuma boa ondulação pintou no outside e o brasileiro seguiu para a terceira fase. Caso avance na próxima bateria, Medina já tira Kelly Slater da briga pelo título mundial.

“As ondas estão muito divertidas lá fora e eu amo surfar Pipeline. Não vejo a hora de pegar mais tubos e me divertir mais nessas ondas. Foi um bom começo. Me sinto bem. Eu amo ondas como essas, só de tubos. Se quebrar tanto para Pipe (esquerda) como para Backdoor (direita) me sinto confortável, pois amo entubar para os dois lados. Estou com uma prancha boa sob os meus pés e busco um bom resultado”, disse Gabriel Medina após vencer sua bateria.

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Líder do ranking é cercado por jornalistas depois da estreia. Foto: © ASP / Kirstin
 

Com uma virada nos segundos finais, Slater caiu para a repescagem e agitou a torcida de Gabriel Medina.

Precisando da vitória e também dos tropeços de Medina e Mick, Slater começou muito bem na bateria, somando notas 8.10 e 7.70, mas viu o havaiano Dusty Payne e Adam Melling ganharem força no decorrer do confronto.

Dusty achou um belo canudo para o Backdoor avaliado em 8.67. Depois de esperar bastante no outside, Melling acordou com 7.00 pontos num tubo de frontside e teve a chance da virada nos segundos finais. Com um ciliindro pesado para o Backdoor, o australiano estragou a festa de Slater com 8.90, um décimo a mais do que precisava.

Agora, Slater precisa vencer sua bateria na repescagem para seguir firme na briga pelo 12o título mundial. O norte-americano enfrenta o local Reef McIntosh, campeão da triagem.

“Estou tendo que desenferrujar, pois devido à minha fratura no pé fiquei 36 dias fora da água e tive apenas quatro dias para treinar, então já estou muito feliz só por estar de volta surfando. Eu esperava que Reef McIntosh derrotasse o Medina no primeiro round, mas ele não conseguiu. Agora eu que terei que enfrentar ele (McIntosh) e espero que ele também não faça uma boa bateria contra mim. Mas, tudo bem, se você quiser vencer em Pipeline, terá que derrotar os melhores caras e terei que começar a fazer isto já logo no segundo round. Preciso apenas me acalmar e focar no momento presente”, desabafou Kelly Slater.

Já Mick Fanning teve muito trabalho para avançar direto à terceira fase. O australiano largou na frente com 4.83 e 7.33, mas o basco Aritz Aranburu levantou a plateia ao passar por dentro do salão no Backdoor e sair ileso para arrancar 9.27 dos juízes. Para a sorte de Fanning, Aritz passou a esperar por outra onda e se deu mal, saindo da água precisando de 2.89.

“Estou muito feliz por ter avançado, já que foi uma bateria muito apertada. Quero rever a onda do Aritz depois, porque vendo de trás pareceu muito boa mesmo, mas estou muito feliz por ter conseguido passar. Do jeito que as coisas estão indo o Gabriel Medina deve avançar no mínimo alguns rounds, então estou pensando em no mínimo fazer uma final para ter chances de título. Meu maior objetivo é vencer este evento. Espero que eu possa me dar bem e ser esperto o suficiente para alcançá-lo”, explicou Mick Fanning.

Confira as chances de cada candidato ao título

Se Medina terminar em segundo, o título mundial é dele.
Se Medina terminar em terceiro, Fanning terá de vencer o Pipe Masters para ganhar o Mundial; Slater fora da briga.
Se Medina terminar em quinto, Fanning terá de vencer o Pipe Masters para ganhar o Mundial; Slater fora da briga.
Se Medina terminar em nono, Fanning precisa chegar em segundo ou melhor para ganhar o Mundial; Slater fora da briga.
Se Medina terminar em 13º, Fanning precisa de um terceiro lugar para vencer um título mundial ou ficar em quinto para levar a corrida pelo título a um surf-off*; Slater precisa ganhar o evento.

*O surf-off acontece quando dois atletas terminam o ano empatados na primeira colocação do ranking. De acordo com Renato Hickel, Tour Manager da ASP, o ideal é que a decisão seja feita numa “melhor de três”, com três baterias de 30 minutos entre os dois atletas. Caso não haja tempo para realizar a melhor de três, haverá apenas uma bateria de 35 minutos para decidir o campeão.

Repescagem

1 Kelly Slater (EUA) x Reef McIntosh (Haw)
2 Michel Bourez (Tah) x Makai McNamara (Haw)
3 Jordy Smith (Afr) x Dusty Payne (Haw)
4 Nat Young (EUA) x Mitch Coleborn (Aus)
5 Miguel Pupo (Bra) x Raoni Monteiro (Bra)
6 Filipe Toledo (Bra) x Glenn Hall (Irl)
7 Adrian Buchan (Aus) x Travis Logie (Afr) ou Jamie O’Brien (Haw)*
8 Kai Otton (Aus) x Brett Simpson (EUA)
9 Fred Patacchia (Haw) x Mitch Crews (Aus)
10 Jadson André (Bra) x Tiago Pires (Por)
11 Julian Wilson (Aus) x Dion Atkinson (Aus)
12 Matt Wilkinson (Aus) x Aritz Aranburu (Esp)

*Travis Logie está contundido e pode ser substituído por Jamie O’Brien, terceiro colocado na triagem

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