
O bodyboarder cearense Marcelo Freitas é mais um atleta brasileiro com dificuldades para encontrar patrocínio.
Atual competidor do circuito carioca, Marcelo disputou algumas etapas do tour mundial IBA e já foi nomeado pela revista portuguesa “Vert” como o bodyboader brasileiro com o melhor estilo já visto em Portugal.
Um das promessas brasileiras da atualidade, Marcelo já foi campeão cearense Amador e Profissional, campeão da primeira etapa da Taça Portugal, entre outras conquistas.
Nesta entrevista Marcelo conta seus planos para 2010 e fala sobre as dificuldades que encontra sendo um atleta profissional do bodyboard.
Quais os circuitos que você pretende participar em 2010?
Pretendo competir o máximo de etapas do circuito mundial. Este ano competi quatro etapas mesmo sem nenhum tipo de apoio financeiro. Em 2010 estou focado principalmente nas etapas que dão altas ondas como a de Arica, no Chile, e de Confital, nas Ilhas Canárias.
Mas sem patrocínio fica inviável ir para etapas mais importantes do circuito como a de Pipeline, e as do tour europeu. Paralelamente irei competir todas as etapas que estiverem ao meu alcance, como o circuito carioca e cearense.
Você tem outros projetos para 2010
Pretendo lançar meu shape, competir pelo menos duas etapas do Grand Slam (etapas 5 estrelas do tour mundial) para entrar na briga entre os tops, além de fechar um bom patrocínio para focar melhor nas etapas do mundial.
Para este final de ano, além do Circuito Carioca de Bodyboard Profissional, você participa de algum outro? Tem chances de ser campeão?
No momento lidero o carioca profissional. Tenho boas chances de ser campeão, estou a procura de colaboradores para competir os demais circuitos no país, tal como brasileiro, capixaba, até mesmo o cearense.
Quais etapas do mundial você participou? Fale sobre as dificuldades de viajar sem apoio?
Este ano participei de duas etapas brasileiras do circuito mundial que foram na Bahia e em Búzios. Fui para o Peru e Chile também, mas só competi no Chile porque o dinheiro era curto.
Dificuldades estão sempre as voltas de todo bodyboarder que realmente queira evoluir. Existiu um cara chamado F. Rosa que nos ensinou a superar estas dificuldades, correr atrás e sempre dar o melhor, quem viveu com ele ou sabe alguma história, se espelha e não desiste fácil.
No mundial já fiquei em terceiro na etapa da Barra da Tijuca (RJ) e em quinto em Sintra, Portugal, também terminei entre os dez melhores do ranking europeu e ganhei uma etapa da Taça Portugal.
Fale mais sobre algum projeto, caso tenha.
Além de competir algumas etapas do Grand Slam, queria ajudar meu irmão em seu projeto da escolinha (EBI) no Icaraí.
Tem alguma uma mensagem para seu futuro patrocinador?
O tema patrocínio é bastante polêmico no Brasil, tanto no surf quanto nos demais esportes radicais estão sendo mais valorizados depois desse tema ser tão difundido nos meios e de distintos tipos de projetos.
Por isto estou aberto a todos os tipos de propostas, basicamente preciso custear os gastos de inscrição, estadia, transporte e alimentação.
Para obter mais informações sobre o bodyboarder, envie mensagem para [email protected] ou acesse o blog Marcelo Freitas Pro.