Surf seco

Manifesto pela paz no Guarujá

Nós, moradores do Guarujá, estávamos mesmo animados com o Super Trials na praia do Tombo, que rolou no último final de semana (18 a 20/09). A verdade (que é uma mentira) é que a cidade anda saindo na grande mídia como ‘o pico da moda’ ou ‘Pérola do Atlântico’, mas a realidade é outra. A cidade do Guarujá pede SOCORRO!!!

 

Já fazia um bom tempo que a cidade não recebia um campeonato de nível brasileiro profissional. Para a sorte dos que aqui residem, escolheram a ‘nossa’ terra para sediar uma etapa do Campeonato Paulista, válido também para o Super Trials (nível brasileiro).

 

O que aconteceu aqui durante o campeonato, roubos e etc, é uma vergonha!!
Como deixaram que alguns imbecis invadissem a nossa praia para roubar e ameaçar nossos irmãos surfistas vindos de todo o Brasil? Levaram pranchas, máquinas de filmar e fotografar. E foi tudo à mão armada, constrangendo todo mundo.

 

Isso aconteceu na praia do Tombo… Enquanto isso, na Enseada, os assaltantes de rua perseguiram e mataram um empresário chileno que passeava no calçadão com as duas filhas… As filhas correram para um lado, ele para o outro e o ladrão (menor de idade) saiu atrás disparando tiros, derrubando-o morto e não levou nada, somente tirou uma VIDA…

 

Uma vergonha para nós, do Guarujá. Sei que pedir desculpas não vai resolver a perda de uma vida e nem o desgosto e o constrangimento dos assaltos… Mas nós, surfistas, mesmo assim pedimos desculpas pelo ‘caos’ ocorrido e fico sem palavras para falar sobre o assassinato do empresário chileno. 

 

Os assaltos aconteceram na sexta feira, o assassinato no domingo. Quando a polícia chegou, no sábado, abordou as pessoas erradas… O pessoal do bem. Infelizmente a nossa polícia (nossos ‘protetores’) chegou dando geral e multando os carros da galera que participava do campeonato.

 

Onde nós estamos? Autoridades, onde está a competência? É isso que queremos que fique como a imagem da cidade? Peço socorro! Cadê a polícia, a segurança, os nossos direitos… Sim, direitos de quem é taxado de impostos embutidos por todos os lados.

A única coisa que podemos fazer é manifestar nosso apreço pela gente que veio ao campeonato e que saiu daqui com uma péssima imagem do Guarujá, como também desta recente vítima chilena.

 

Neste sábado, vamos nos unir na ilha do Pombeva, às 14 horas, e fazer uma roda de surfistas, dando as mãos para demonstrar que ainda somos gente civilizada, que estamos unidos pela paz, pelo esporte, pela conquista de uma onda e que isso não combina com violência, seja da bandidagem ou da truculência oficial.

 

Todos estão convidados a comparecer, faça chuva ou faça sol.

 

Autores do texto – Geraldo Anhaia (Sobreasondas.com), Denisy Nicácio e Otaviano Bueno.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)