Botamos o barco na água para dar uma relaxada. A ondulação era pouca e as séries bem espassadas. O dia era de maré alta descendo para média com pouca variação.
Passamos por todos os picos e, já na saída da baía de Jimbaram, senti que o swell iria nos dar uma navegação tranqüila beirando os reefs da Península da Ilha de Bali.
Balangan estava com uma boa formação no point perto do cliff, mas com a onda do meio muito demorada. Dreamland estava apenas com o reef da beirinha funcionando, como um playground para principiantes.
Em Bingin o crowd se espremia para disputar as duas ondas que vinham em cada série, na maioria das vezes vencida pelos bodyboarders.
Cinco surfistas apenas curtiam as intermináveis esquerdinhas de Impossibles, que acredito ter sido o melhor lugar daquele domingo. Esquerdas emparedadas davam aos surfistas um surf de velocidade e prazer.
Não tinha tubo, mas a passadeira era emocionante e longa. E o mais legal é que se ela fechava, você podia pegar a de trás no mesmo lugar e seguir varrendo a bancada.
Em Padang, três caras de bodyboard esperavam como se estivessem pescando, vi apenas uma série entrando com meio metrinho e nada mais. Em Uluwatu, o Corner estava uma piscina, ou melhor, um corredor, pois todos voltavam remando para o Peak por ali.
O pico de Uluwatu estava curto, mas com ótima formação. Poucas conectavam com o Race Track, mas sempre tinham momentos de adrena, pois a onda chupava bem na hora do drop.
Fui até o Templo ver como estava a bancada de lá que funciona com swell pequeno. Para minha surpresa as esquerdas estavam muito boas e só havia um cara surfando, Jon, americano morador de Uluwatu.
Voltamos com a maré caindo e o quadro era o mesmo em todos os picos, com exceção de Dreamland que, com a vazante da maré, começou a quebrar o reef do outside.