
Estudo recente determina que representantes da indústria do surf norte-americana são 30% menos inteligentes que macacos de laboratório. A notícia, com cara de gozação explícita, foi publicada na última terça (12/11) no insuspeito site da Revista Surfer (surfermag.com).
Piada ou não, o estudo conduzido por um tal de Vargas Group, entidade sem fins lucrativos fundada por um grupo de pesos pesados da indústria do surf da região de Orange County, nos EUA, é claramente inclinado ao bom-humor e à irreverência.
Houve reação à divulgação do estudo. Em carta direcionada à Vargas, uma coalisão de trabalhadores da indústria do surf local, liderada por um grupo conhecido como SMART (Surfers Moving Around Retarded Thinking – algo como “surfistas que espalham pensamentos retardados”) avaliou o resultado do estudo de “skewered”, quando o correto seria “skewed” – que significa distorcido.
Questionado sobre a grafia correta da palavra “skewed”, o fundador do grupo, Jeff Sepoloci, um laminador de pranchas de uma fábrica em San Clemente (CA), esbravejou alegando haver um caso de “anti-semântica”, expressão inexistente, comprometendo ainda mais a imagem do grupo.
O estudo do Vargas Group é baseado em um teste básico de Q.I., seguido de uma série simples de perguntas variadas, com o objetivo de testar a confiança, desprendimento (ou iniciativa), profissionalismo e pontualidade dos participantes escolhidos entre representantes de quatro segmentos: cientistas espaciais, profissionais liberais, empregados da indústria do surf e macacos de laboratório.
O pessoal da indústria do surf foi selecionado entre representantes de vendas, atendentes de surf-shops, shapers, laminadores, surfistas profissionais e executivos da indústria.
Jim Laddy, pesquisador-chefe do Vargas Group, admitiu que os resultados do estudo surpreenderam inclusive os mais experientes e antigos membros da indústria. “Em linhas gerais, os empregados da indústria do surf possuem inteligência e habilidades abaixo da média”, explica.
“Contudo, sentimos que estas pessoas devem ser mais espertas do que mostram os resultados. Esperamos que essa hipótese se confirme no andamento do estudo. Ninguém esperava que esta classe de trabalhadores pudesse obter um resultado tão abaixo dos outros grupos – isolando os macacos de laboratório”, completa Laddy.