
A ubatubense Luiza Romann, 16 anos, é um bom exemplo de garra, determinação e simpatia.
Surfando há quatro anos, ela já é uma das revelações do Circuito Brasileiro, terminando em sétimo lugar no ranking da categoria Open e em quarto lugar na Júnior.
Já na última etapa do circuito Petrobras, realizada na Barra da Tijuca, ela comprovou a boa fase e levou as categorias Open e Mirim.
Luiza começou a surfar aos 11 anos, influenciada pelo irmão mais velho. Num dia de ondas em Ubatuba, cidade onde reside, ele a levou para a praia e logo de cara a atleta conseguiu ficar em pé.

“Fiquei amarradona”, diz. Após esse dia, Luiza procurou a escolinha Municipal de Ubatuba e passou a ter aulas com o professor Alberto Jacob, que a auxilia até hoje em seu treinamento.
Em meados de 2000, quando disputou seu primeiro campeonato em Ubatuba, Luiza decidiu levar o esporte a sério. “No começo era só brincadeira. Não levava nada a sério. Foi a partir desse evento que passei a treinar para competições?, explica.
A família da surfista, com o passar do tempo, deu total apoio. No início seu pai ficava um

pouco preocupado e suas tias não gostaram muito da idéia.
“Eles achavam que eu ia ficar maluca, toda tatuada, usando drogas?, explica rindo da situação.
?Conforme fui obtendo resultados, eles perceberam quanto o esporte é saudável e agora dão a maior força?.
Atualmente, seu treino é direcionado às competições. Luiza ainda cursa o segundo grau do Ensino Médio e divide seu tempo entre a escola e os treinos diários.
Duas vezes por semana, ela treina das 8 às 11 horas remada, marcação, bateria e manobras voltadas

para campeonatos. No resto da semana, o surf é livre. Tudo supervisionado por Felipe Braun, seu atual técnico.
A surfista adora dar batidas e afirma que o tipo de mar preferido é com ondas de 1,5 metros perfeitas.
“Curto uma esquerda também. Encontrei ondas desse tipo quando viajei para o Peru no começo deste ano. Fiquei alucinada!?, conta a jovem surfista.
“Lá você consegue mandar 10, 15 manobras numa mesma onda. Você sai com a perna bamba, rindo a toa”, diz.

Apesar da idade, a atleta está madura e decidida sobre suas vontades e sonhos.
“Quero me profissionalizar. Este é meu sonho e meu objetivo. Quero correr o SuperSurf, o WQS e o WCT. Pode até ser que demore, mas sei que vou chegar lá”, afirma.
Enquanto isso não rola, Luiza tem uma vida normal: sai com as amigas, vai à escola, mas não quer saber de namorados.
“Sou muito nova. Nunca namorei. Acho que se rolasse preferiria que ele fosse do meio, surfista também. Assim seria mais fácil para entender minhas viagens. Quem sabe ele até não vai comigo?!?.
No momento Luiza tem outras prioridades. Liderando

o ranking do circuito de Ubatuba, a surfista pretende seguir na ponta e descolar um patrocinador até o final deste ano.
?Estou sem patrocinador. A Stick Girls me apóia com acessórios e as pranchas o Zecão descola. Mas, para arcar com custos de viagens, que é o principal, não tenho ninguém?, fala indignada. “Parece que os patrocinadores querem modelos e não surfistas”.
Apesar do inconveniente, a atleta não perde as esperanças. Mesmo que não encontre um patrocínio, ela diz que não desistirá nunca de surfar e alcançar seus objetivos.

“É o que gosto de fazer. Sinto um prazer inexplicável. Vou treinar muito até realmente merecer um bom patrocínio. É uma luta constante?.
?As meninas estão vindo com tudo, batendo de frente com os homens. O surf feminino é bonito, diferente. As mulheres deixam tudo mais florido. Admiro esse esporte e acredito em seu crescimento. As empresas têm que investir?.
Para entrar em contato com a surfista, envie uma mensagem para [email protected] ou [email protected] .