Hurley Australian Open

Luel invicto

Depois de sofrer um acidente em Pipeline que quase o afastou das etapas no início deste ano, o pernambucano Luel Felipe mostrou que está recuperado da lesão com mais uma boa performance no Hurley Australian Open, etapa de nível 6000 do QS disputada em Manly Beach, Austrália.

Com o total de 16.84 pontos em 20 possíveis, Luel manteve a invencibilidade na prova e seguiu para a quarta fase com o maior somatório do dia.

Na mesma bateria, Ian Gouveia totalizou 15.80 para fazer dobradinha com o brazuca e deixar para trás o norte-americano Evan Geilseman e o amigo Alan Donato, outro pernambucano no confronto.

Outra dobradinha brasileira foi entre os amigos Alejo Muniz e Jessé Mendes. Com 15.87, Alejo liderou a batalha e avançou junto com Jessé, que obteve 15.17. Pior para o costa-riquenho Carlos Muñoz e o aussie Kai Hing, eliminados da disputa.

Destaque também para mais uma ótima apresentação do catarinense Jean da Silva, autor de 14.73 na vitória sobre Mitch Coleborn (2o), Kai Otton (3o) e Tanner Hendrickson.

O cearense Michael Rodrigues completa o time brasileiro na quarta fase. Michael descolou 13.00 pontos para avançar atrás do norte-americano Kolohe Andino, autor de 15.03. O catarinense Tomas Hermes, com 12.94, amargou o terceiro lugar e caiu junto com o norte-americano Luke Davis.

Além de Tomas e Alan Donato, o Brasil teve as baixas de Caetano Vargas, Hizunomê Bettero, Deivid Silva, Caio Ibelli e David do Carmo.

Highlights do sexto dia

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)