Lorraine Lima define a essência do bodyboard

O que sentimos no momento em que pegamos ondas é fantástico. Quando dropamos, cavamos e realizamos manobras, a adrenalina sobe e nos deixa eufóricos. Somente as pessoas que experimentaram essa sensação sabem como é o verdadeiro sentimento.

Estou falando do que é pegar um tubo e sair dele com uma baforada, de pegar uma grande onda. E a cada dia pegar uma onda e vibrar como se fosse a primeira. Quando falo em pegar onda, meus olhos brilham e um grande sorriso toma conta do meu rosto. Alegria e prazer.

Em cada golfinho que damos, retiramos a energia negativa oriunda do estresse da cidade. O sal da água renova a alma; o sol aquece nosso corpo e nos torna pessoas saudáveis. Ouvir o som das ondas quebrando enquanto estamos dormindo perto do mar, nos dá paz de espírito. Quando acordamos, levantamos cedo e mesmo passando muito frio, vamos pegar onda.

Com o simples fato de estarmos em harmonia da natureza, observando de perto as gaivotas sobrevoando o mar, vendo golfinhos pulando ou até mesmo os pingüins quando está frio, passamos a fazer parte desse meio.

Mesmo com os pés cheios de calos, causados pelos pés de pato. Queimados pelo sol, com dor nas costas por ficar horas na mesma posição, ou mesmo por estarmos sem dinheiro ou equipamento, continuamos felizes em nosso íntimo, pegando onda da maneira que for possível.

Para enfrentar as melhores ondas, fazemos de tudo. Existem pessoas que largam o conforto de seus lares, para trabalhar em outros países, como empregada doméstica ou pedreiro, adquirindo novas experiências de vida, novas amizades. Outras escrevem para revistas, sites e outros meios de comunicação sobre o

bodyboard. Outras ainda se aventuram nas competições e por aí vai.

Fui estudante de Design e meu trabalho de graduação foi um novo modelo de prancha. Lembro como se fosse ontem, meu professor disse que o trabalho deveria ser sobre aquilo que tivéssemos afinidade e gostássemos de verdade…

 

Quem pega onda sabe do que estou falando. Todos possuímos o mesmo ideal, estar sempre trabalhando, pensando e vivendo para o bodyboard. Este ideal que faz com que procuremos estar ligados à natureza, sempre enfrentando desafios para pegar a sua onda, seja ela na terra ou no mar.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)