Este ano fiz meu quarto ano de serviço no Corpo de Bombeiros e há dois anos tracei um objetivo pra minha vida, de que estaria sempre viajando para surfar, mesmo comprometido com o trabalho. Após investir em trips internacionais, como El Salvador e Peru, dessa vez resolvi aceitar o convite do meu parceiro Jonas Lima e me mandei para o Sul do Brasil. Tenho 30 dia de férias, mas desta vez dividi os dias com intenção de fazer mais uma viagem para o exterior no meio do ano.
Jonas já residiu na praia do Rosa por alguns anos e tem muitos amigos por lá. Eu já conhecia o local e justamente por isso foi tentador regressar.
Saímos de Itanhaém, litoral sul paulista, no dia 19 de janeiro. Chegando em Imbituba, sintonizamos a Rádio Atlântida e ouvimos o boletim das ondas, que indicava apenas dois pés em Floripa. Imaginávamos que em Imbituba não seria muito diferente, mas mesmo assim fomos até o Rosa Norte dar uma checada. Para nossa surpresa, visualizamos ótimas condições. Foi aquele momento de euforia que só quem pega onda sabe. Corremos para a Pousada Pico da Tribo, onde o dono é amigo de Jonas e nos acolheu por uma semana. Descarregamos o carro e voltamos para o Rosa Norte. Linhas definidas, água clara e quente. Não poderia estar melhor. Quebrei meu longboard performance no meio, logo na primeira sessão. Foi única parte negativa pra mim na viagem, o que no final encarei como um pedágio por ter uma semana tão abençoada. A partir daí só surfei de single fin, mesmo em dias maiores.
Surfamos também no Rosa Sul, comentei com alguns locais no outside que estava parecendo Trestles, na Califórnia. Ondas de 1 metro e meio quebrando para os dois lados. Infelizmente, ainda não havíamos encontrado nosso amigo fotógrafo, Luciano Sombrio. Sabíamos que em picos vizinhos, como Silveira, também rolaram condições ainda melhores, mas como no Rosa Jonas Lima é amigo dos locais, foi mais saudável ficar por lá mesmo, pois a chegada de dois longboarders famintos no point break da Silveira não seria muito interessante.
Foram altas ondas todos os dias. A máquina parou de funcionar uma semana depois, só ficando flat no dia de ir embora.
Essa trip foi legal para ver que é possível pegar boas ondas no Brasil. Nosso país é tão grande, que sair do estado já dá para sentir as diferenças culturais. Foi uma ótima maneira de começar 2015 com boas energias.






















